Falecimento do Ex-Presidente da Junta

No dia 18 de Abril de 2010 faleceu o Sr. Joaquim Ferreira Borges, que, nos três mandatos anteriores à actual Junta, foi presidente da Junta de Freguesia de Passos (S. Julião), eleito pelo PS - Partido Socialista.

Vamos recolher informação histórica, para ser publicada neste blogue, relacionada com a sua função de autarca.

Aos leitores deste blogue pedimos a colaboração, enviando-nos artigos ou fotografias alusivos a esta homenagem de recordação.
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Homenagem ao Pintor JERÓNIMO

NOTÍCIA publicada no CORREIO DO MINHO
em 11 de Dezembro de 2009
pela jornalista Marlene Cerqueira





Homenagem a Jerónimo:
Exposição prolongada até ao dia do leilão



Foi prolongada até ao dia 8 de Janeiro a exposição de homenagem ao pintor bracarense Jerónimo inaugurada no último fim-de-semana na ‘Galeria d’ Arte Nímbus’.
O leilão das 22 peças de arte que integram esta exposição irá realizar-se precisamente no último dia da exposição 8 de Janeiro às 2130 horas na galeria que fica no n.º 510 do Centro Comercial Granjinhos.

Leilão aberto ao público

As obras vão ser leiloadas e todo o valor angariado será distribuído por três instituições de solidariedade social: Lar D. Pedro V; APECDA —Associação de Pais para a Educação de Crianças Deficientes Auditivas; e ATIP — Amigos da Terceira Idade de Palmeira.

O galerista Manuel Araújo adianta que todas as obras vão a leilão a um preço base de cinquenta euros. “Os lances serão de cinco em cinco euros” acrescenta.
O leilão é aberto ao público e o galerista apela mesmo à participação das pessoas nesta iniciativa solidária “não só pelo valor das obras de arte em si mas também porque esta é uma causa solidária”.

Manuel Araújo revela ainda que a exposição tem despertado bastante curiosidade pelo que tem sido visitada por muitas pess oas.
Esta exposição recorde-se resulta de uma parceria entre o jornal ‘Correio do Minho’ a rádio ‘Antena Minho’ e a galeria ‘Nímbus’.

Vinte e três artistas ofereceram obras de arte —pinturas esculturas cerâmicas e fotografia— que prestam homenagem ao pintor bracarense Jerónimo por muitos entendidos considerado o maior pintor do século XX do Norte de Portugal.

“Além de um pintor excepcional Jerónimo foi também um excelente e premiado fotógrafo e um poeta” recorda mais uma vez o galerista bracarense um inconformado com o facto de o artista continuar praticamente no anonimato sendo o seu valor quase desconhecido pelo grande público.

“A obra de Jerónimo é de uma excelência criativa e de uma profundidade que ainda está por descobrir” conclui o galerista bracarense.
Em próximas edições o ‘Correio do Minho’ irá divulgar um pouco mais sobre as obras que integram esta exposição e sobre os artistas que as conceberam.

A maior parte dos artistas que se associaram à iniciativa são oriundos da região sobretudo de Braga e Barcelos mas também participam pintores de Lisboa da Galiza e de Itália.

Homenagem a Jerónimo inaugurada na ‘Nímbus’

Notícia Publicada n'O CORREIO DO MINHO
em 7 de Dezembro de 2009
pela jornalista Marlene Cerqueira




As más condições climatéricas que se fizeram sentir na noite de sábado não prejudicaram a inauguração da exposição de homenagem a Jerónimo, que fica patente até ao último dia do ano, na ‘Galeria d’Arte Nímbus’, no Centro Comercial dos Granjinhos, em Braga.

Ainda antes da hora marcada para a inauguração (22 horas) já muitos curiosos passavam pela galeria para apreciar as obras de arte que mais de duas dezenas de artistas ofereceram para uma exposição colectiva que tem uma matriz solidária e é simultaneamente uma homenagem ao pintor bracarense Jerónimo.

Esta exposição — recorde-se — resulta de uma parceria entre a ‘Nímbus’, o jornal ‘Correio do Minho’ e a rádio ‘Antena Minho’. As obras oferecidas pelos artistas serão leiloadas em data a anunciar, revertendo a totalidade do dinheiro angariado para três instituições de solidariedade: o Lar D. Pedro V, com sede na Avenida Central, em Braga; a APECDA — Associação de Pais para a Educação de Crianças Deficientes Auditivas, com sede em Mazagão, Aveleda; e a ATIP — Amigos da Terceira Idade de Palmeira, associação sediada em Palmeira.

Lar D. Pedro V na inauguração

Na inauguração desta exposição, Manuel Morais Costa, Secretário da Direcção do Lar D. Pedro V, em declarações ao ‘Correio do Minho’ agradeceu aos promotores da iniciativa por se terem lembrado desta instituição e revelou que “o que vier, muito ou pouco, é muito bem vind o, e já tem destino”.

“Temos um lar de raparigas, onde actualmente estão 35 meninas oriundas de meios familiares desestruturados, que nos chegam através da Segurança Social ou das Comissões de Protecção de Crianças e Jovens. Para estas raparigas, temos apoio da Segurança Social, mas o que nos preocupa é aquelas que completam 18 anos e deixam de ter subsídio”, explica o Secretário da instituição.

Actualmente, são seis as jovens com mais de 18 anos que o Lar D. Pedro V continua a apoiar.
“Nós não achamos justo que estas jovens que vivem no lar há quatro, seis e até dez anos, chegando aos 18 sejam mandadas para a rua. Então, temos feito um esforço muito grande para conseguir que elas ultrapassem as dificuldades da vida e temos actualmente seis a frequentar o ensino superior”, revela. O dinheiro que vier a ser entregue a esta instituição vai ser utilizado para ajudar a suportar as despesas inerentes a estas jovens.

Na inauguração da exposição marcaram presença a quase totalidade dos pintores, escultores e fotógrafos que responderam ao repto lançado pela ‘Nímbus’ e ofereceram peças de arte para integrar esta exposição, que pode ser apreciada, gratuitamente, até ao último dia do ano.
O galerista Manuel Araújo foi o anfitrião de uma noite onde predominou a partilha de me-mórias sobre o pintor homenageado, Jerónimo, considerado por todos uma figura incontornável da cultura bracarense a quem ainda não foi reconhecido o devido valor.

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Homenagem a JERÓNIMO



Notícia publicada n'O CORREIO DO MINHO
em 3/DEZº/2009
pela jornalista Marlene Cerqueira


Homenagem a Jerónimo é inaugurada no sábado

Cerca de duas dezenas de artistas associaram-se à exposição de homenagem ao pintor bracarense Jerónimo, uma iniciativa solidária que resulta de uma parceria entre a ‘Galeria d’Arte Nímbus’, o jornal ‘Correio do Minho’ e a rádio ‘Antena Minho’. A mostra é inaugurada sábado, às 22 horas, na galeria que fica no n.º 510 do Centro Comercial Granjinhos.

Além de homenagear o pintor Jerónimo, por muitos considerado o maior pintor do século XX do Norte de Portugal, esta exposição tem também uma vertente solidária, uma vez que as peças de arte oferecidas pelos artistas participantes serão leiloadas, revertendo o seu lucro integralmente para instituições de solidariedade social.

“A exposição reúne peças de arte — pinturas, esculturas, cerâmicas e fotografias — da autoria de cerca de duas dezenas de artistas”, revela o galerista Manuel Araújo, proprietário da ‘Galeria d’Arte Nímbus’ e detentor do espólio do pintor que nasceu a 14 de Outubro de 1935 em Passos São Julião e faleceu a 28 de Dezembro de 2003.

Os artistas presentes são oriundos de oito concelhos da região, a que se juntam um artista fran-cês, um espanhol e um italiano.
Manuel Araújo aproveita para convidar os bracarenses para que participem na inauguração desta expos ição e para conhecerem um pouco melhor o artista que inspirou as obras que integram a exposição.

“Além de um pintor excepcional, Jerónimo foi também um excelente e premiado fotógrafo e um poeta”, recorda o galerista bracarense, um inconformado com o facto de o artista continuar praticamente no anonimato, sendo o seu valor quase desconhecido pelo grande público.
“A obra de Jerónimo é de uma excelência criativa e de uma profundidade que ainda está por descobrir”, conclui o galerista bracarense.

Obras leiloadas a favor de três instituições de solidariedade

As peças de arte que integram esta exposição vão ser leiloadas em Janeiro, revertendo as verbas angariadas integralmente a favor de três instituições de solidaridedade social.
As instituições que vão beneficiar com a solidariedade dos artistas e de quem adquirir as obras são as seguintes:
- APECDA — Associação de Pais para a Educação de Crianças Deficientes Auditivas, com sede no lugar de Mazagão, na freguesia de Aveleda;
- ATIP — Amigos da Terceira Idade de Palmeira, com sede na freguesia de Palmeira;
- Lar D. Pedro V, instituição de solidariedade social localizada na Avenida Central, freguesia de São Lázaro.
A data do leilão será divulgada em posterior edição do ‘CM’.

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Pintor JERÓNIMO (Exposições em BRAGA)

Exposições homenageiam pintor Jerónimo
02 | 11 | 2009 19.08H
Duas exposições, nas galerias «Sargadelos/Galicia» e «Beco com saída», de Braga, prestam homenagem ao pintor Jerónimo, uma figura rica e excêntrica da vida artística regional, falecido em 2003.

Destak/Lusa | destak@destak.pt

A Sargadelos/Galeria Galicia abriu uma exposição de arte intitulada "Rever Jerónimo" dedicada ao artista, que se prolonga até 25 de Dezembro: "Jerónimo não precisa de apresentações nem de palavras de circunstância. Tem um percurso longo e conhecido de artista em áreas diversas como a poesia, gravura, o desenho, e principalmente a pintura", sublinha José Carvalho.

A Exposição, que integra 12 trabalhos do autor, criados entre 1959 e 1976 - tem também o objectivo de "provocar a conversa e o reconhecimento em torno de um homem que está muito presente em muitos de nós", acentua o galerista.

Jerónimo viveu entre Braga e Barcelos, cidades partilhadas por si no tempo, "elegendo-as" para muitos dos seus quadros e do seu caminho de vida, frisa José Carvalho.

"São as cidades de referência de um artista, a quem apenas vem faltando a divulgação, a visibilidade e um reconhecimento público de importância, apesar das pequenas e tímidas homenagens dadas por algumas instituições", acentua.

A outra exposição, a da galeria «Beco com saída» - a inaugurar sexta-feira - intitula-se "Jerónimo sensação de existir" e é fruto de uma colecção particular. Retrata as várias facetas do artista e está patente, até sete de Dezembro, quer no "Beco" (galeria/atelier) quer no espaço cultural CUSP (centro de utopias sonhos e projectos), que se associaram numa "homenagem a um homem, cuja arte transcende a pintura pela qual é mais conhecido".

Os dois espaços farão uma inauguração simultânea, num exercício que "aponta para o espalhar das artes pela cidade".

O pintor e galerista Luís Mariano salienta que Jerónimo é "considerado por muitos o maior pintor do século XX na região Norte, e, terá sido mesmo, a par do seu notável percurso académico tanto na Escola de Belas-Artes do Porto como na Fundação Gulbenkian, o primeiro pintor português a expor a sua obra em Brasília".

Natural de Braga, o pintor terá contudo, adoptado Barcelos desde cedo, tendo mesmo recriado para a tela a vista sobre a cidade, a feira e até mesmo a mouraria, entre muitos outros quadros.

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EXPOSIÇÃO - Pintor JERÓNIMO

Notícia Publicada no CORREIO DO MINHO,
em 31 de Outubro de 2009,
pelo jornalista
Paulo Monteiro


O jornal ‘Correio do Minho’, a Rádio de Braga - Antena Minho e a ‘Galeria d’Arte Nímbus’ decidiram desafiar todos os artistas plásticos do Minho a participarem numa exposição com carácter solidário e que decorrerá no espaço daquela galeria entre 5 e 31 de Dezembro.
O objectivo principal é promover as obras de cada artista, e, ao mesmo tempo, ajudar e apoiar algumas instituições de solidariedade.

A exposição serve, também, para homenagear o pintor bracarense Jerónimo Fernandes.
Este acaba por ser o desafio que colocamos a todos os artistas que queiram associar-se a esta iniciativa.

É tudo muito simples...
Desafiamos pintores, escultores, fotógrafos, entre outros, a contribuir com uma obra de arte que, de alguma forma evoque o pintor Jerónimo. Todas as obras vão ser expostas na ‘Galeria d’Arte Nímbus’ durante o mês de Dezembro e, no final, todas as peças serão leiloadas a favor de três instituições de solidariedade, cujos nomes serão revelados na próxima semana.

E podem participar todos os artistas. Dos mais conhecidos, àqueles que se querem mostrar e que ainda não realizaram qualquer exposição dos seus trabalhos. Durante o período em que decorre a exposição, os mesmos artistas irão, também, mostrar as suas obras e o seu trabalho em reportagens que serão publicadas no jornal ‘Correio do Minho’ e em entrevistas realizadas na Rádio de Braga - Antena Minho.

E, para participar, basta apenas fazer a sua inscrição junto da Galeria d’Arte Nímbus, situada no n.º 510 do Centro Comercial dos Granjinhos, em Braga.
Esta acaba por ser mais uma iniciativa, entre tantas outras, que o jornal ‘Correio do Minho’ tem realizado ao longo dos últimos anos e que, desta vez, conta com a parceria da Rádio de Braga - Antena Minho e da Galeria d’Arte Nímbus.

Achamos que tinha chegado a hora de nos virarmos para outros horizontes e dar, também, a a conhecer as obras de muitas dezenas de artistas que ainda se encontram incógnitos por este Minho fora e que não têm tido oportunidade de mostrar os seus trabalhos. Queremos que saia cá para fora toda a criatividade que existe e, sabemos também, o quanto, às vezes, é difícil dar o primeiro passo.

Pois bem, o primeiro passo foi dado por nós. Agora, o segundo passo,terá de ser dado por cada um dos artistas interessados.
E, para aumentar mais a onda de solidariedade, nada melhor do que oferecer cada um desses trabalhos a uma instituição de solidariedade. No fundo, um elo gigante solidário e em que todos ficamos a ganhar. Um espírito de solidariedade que é muitas vezes preciso. Uma corrente que agora se junta para mostrar a todos, não só as obras de cada artista, não só o magnífico trabalho do pintor Jerónimo — considerado por muitos o maior pintor do século XX, do Norte do país—, mas também mostrar, posteriormente, todo o trabalho que as instituições de solidariedade realizam.

Com esta iniciativa o ‘Correio do Minho’ quer relançar o intercâmbio entre o jornal e o leitor e voltar a apostar em várias iniciativas que serão conhecidas durante o próximo mês de Dezembro e lançadas em Janeiro. Mais uma vez os mais jovens vão ser o público alvo com alguns concursos bem divertidos e com excelentes prémios.

Também é certa a aposta nos leitores, com nova edição, no próximo ano, de ‘Conta o Leitor’, onde divulgaremos as histórias, os contos e as poesias que andam escondidas por este Minho fora...
Mas, para já, vamos dar ‘voz’ aos nossos artistas plásticos, apoiar três instituições de solidariedade e homenagear o pintor Jerónimo...

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Novos Orgãos Autárquicos

Junta de Freguesia:
Presidente: Luis Eduardo Pereira Magalhães (PS)
Tesoureiro: José Manuel Ferreira Gomes (PS)
Secretário: Rui Duarte Pereira da Rocha (PS)

Assembleia de Freguesia
Presidente: Domingos Rodrigues Ferreira Gomes Vilaça (PS)
1º Secretário: Adriano José Pereira de Magalhães (PS)
2º Secretário: Fernando Ferreira Gomes (PS)

Joaquim Ferreira Borges (PS)- mandato suspenso
António Oliveira Gomes (PS)
José Augusto Lopes Fernandes (PS)
Inês Martins da Silva (Coligação Juntos por Braga)
Paulino da Silva Pereira (Coligação Juntos por Braga)
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Eleições para Assembleia de Freguesia

O Partido Socialista foi o mais votado para Assembleia de Freguesia.
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O Presidente da Junta, eleito, é o nº 1 da lista vencedora:
LUÍS MAGALHÃES

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A Votação foi a seguinte:
- PARTIDO SOCIALISTA ............. 289 votos
- COLIGAÇÃO "JUNTOS POR BRAGA" ... 172 votos


a que corresponde

5 mandatos para o Partido Socialista
2 mandatos para a Coligação "Juntos por Braga"

O Partido Socialista, para além destes 5 mandatos, elegerá mais 3 para a Junta de Freguesia (Presidente+Secretário+Tesoureiro).
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Inauguração Sede da Junta




Notícia publicada no Blogue de CÂMARA MUNICIPAL DE BRAGA

Segunda-feira, 7 de Setembro de 2009

PASSOS SÃO JULIÃO MOSTRA AS SUAS OBRAS

«O Presidente da Câmara de Braga elogiou ontem [domingo, 6 de Setembro] o trabalho do autarca de Passos São Julião, depois da inauguração, naquela freguesia, da requalificação e ampliação do edifício-sede da Junta e do alargamento e pavimentação de um caminho.
Mesquita Machado considerou Luís Magalhães um presidente de Junta «dinâmico» e com «visão para a modernidade e para a qualidade de vida».
«O vosso presidente de Junta tem feito um mandato exemplar e se mais não fez a culpa não é dele, é mais minha do que dele, porque a mim cabe-me a ingrata tarefa de administrar os recursos por todas as 62 freguesias do concelho e temos que levar o desenvolvimento para todo o lado e fazer essa repartição com a máxima justiça», reconheceu.
Depois de salientar a importância da intervenção realizada na sede da Junta, um investimento de 183 mil euros, Mesquita Machado felicitou o executivo por decidir requalificar um espaço com 30 anos, a precisar de renovação, e dotá-lo de novas valências como biblioteca, espaço internet de acesso gratuito e sala para associações. «Isto vai fazer aumentar a qualidade de vida em Passos», asseverou.
O autarca destacou ainda a obra realizada na rua do Tacheiro, no valor de 43 mil euros, e a decisão da Junta de Freguesia de criar naquele caminho – que faz a ligação entre o Cruzeiro e parte nova da freguesia – condições para a circulação de deficientes em cadeiras de rodas.
«Os presidentes de Junta são quem estão mais perto das populações e sentem os problemas no local e sentem as aspirações das pessoas que habitam na freguesia. Por isso, é fundamental que haja juntas de freguesia dinâmicas, presidentes de Junta com visão», disse.
O Presidente de Passos São Julião considerou a requalificação e ampliação da sede uma «mais-valia» para a freguesia, que conta agora com «melhores e mais adequadas instalações de apoio». «Há muito que estas obras vinham a ser necessárias, visto tratar-se de uma sede de Junta com mais de 30 anos e por isso já muito desadequada às exigências e necessidades urbanas», assinalou Luís Magalhães.
A ampliação permitiu criar um salão polivalente que servirá para reuniões, formação, auditório, ginásio e outras actividades, uma biblioteca, uma sala destinada às associações, espaço de internet e área de arquivo. O edifício está dotado de acesso para pessoas com dificuldades motoras. No exterior, foi melhorado o parque desportivo, intervenção que inclui a construção de uma bancada.
Luís Magalhães aproveitou a ocasião para recordar outras obras realizadas no seu mandato, como a beneficiação da escola primária, a construção de passeios ao longo da Estrada Nacional, a conclusão do abastecimento de água e da rede de saneamento em toda a freguesia.
Lembrou que está em fase de execução o alargamento e pavimentação e colocação de condutas de águas pluviais na rua Jerónimo, mais conhecida como pintor, e em fase de projecto a criação de um acesso alternativo ao lugar do Monte do Porto, a ligação entre a Lardoeira e a Estrada Nacional, a criação de mais lugares de estacionamento junto à igreja, o alargamento e arranjo da curva do Cruzeiro e a melhoria dos acessos à zona florestal.
O autarca acrescentou que a Junta está atenta e disposta a satisfazer os anseios dos moradores que reclamam mais iniciativas como um lar de dia, mais terrenos urbanizáveis, melhor sinalização e segurança rodoviária.
Mesquita Machado participou na inauguração do “novo” edifício da sede da Junta, cujas instalações foram benzidas pelo padre Henrique da Costa Macedo, acompanhado das vereadoras das Freguesias e da Educação». [Jorge Oliveira/DM].

Publicada por Gabinete de Comunicação em 11:12
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>>>> Notícias no "CORREIO DO MINHO"


COM O TÍTULO:

S. Julião de Passos “está no bom caminho”


Pela jornalista Patrícia Sousa

A requalificação da sede de junta de freguesia, com a criação de novos espaços, e o alargamento da Rua do Tacheiro foram as obras que o presidente da Câmara Municipal de Braga inaugurou, ontem ao final da manhã, em S. Julião de Passos.

Mesquita Machado garantiu que a freguesia “está no bom caminho”, elogiando o trabalho desenvolvido pelo executivo local.

“S. Julião é uma freguesia simpática que tem uma localização privilegiada, mas em termos topográficos é mais complicada”, justificou Mesquita Machado, em jeito de resposta a um anseio da freguesia em ter “mais zonas de construção”.

Sobre as obras que inaugurou, o presidente da câmara admitiu que “era preciso fazer a renovação na sede da junta, inaugurada há 30 anos, dotando o espaço com novas valências”. E estas obras, na opinião do autarca, “vão trazer mais qualidade de vida para os habitantes da terra”.

Mesquita Machado aproveitou para lembrar o trabalho feito na freguesia “graças ao antigo presidente de junta, mas também ao actual autarca que lhe seguiu as pegadas”. E atirou: “é preciso ter pessoas com visão necessária para solicitar à câmara o que é fundamental e o vosso presidente conseguiu. É fundamental que haja dinâmica numa junta de freguesia e o vosso presidente tem dado cartas e tem feito um trabalho exemplar”.

Mesquita Machado referiu mesmo que o autarca local não fez mais porque a câmara tem que “gerir os recursos por 62 freguesias e tentar ser o mais justa possível, mas com alguma paciência os melhoramentos têm chegado a S. Julião de Passos”.

O presidente da junta de freguesia, Luís Magalhães, mostrou-se “satisfeito” com a obra feita, até porque o edifício da junta “é uma mais valia para a terra”. “Agora a sede tem acesso para pessoas com dificuldades motoras, um salão polivalente, uma biblioteca, espaço internet, arquivo histórico e uma sala pa- ra as associações”, revelou o autarca local, agradecendo, ainda, as obras de pintura e construção de uma bancada no polidesportivo, existente nas traseiras da sede de junta.


Fotografias que podem ser vistas no site do CORREIO do MINHO






Notícia no "CORREIO DO MINHO" de 5 de Setembro de 2009

Inauguração Sede da Junta (com imagens)










Sobre o Caminho Rural, da notícia anterior,
o CORREIO DO MINHO
publicou, em 29 de Julho de 2009, com o título

Milhão e meio para obras em três escolas

o seguinte

A Câmara Municipal de Braga vota amanhã um investimento de milhão meio de euros na requalificação de três edifícios escolares afectos ao primeiro ciclo do ensino básico.
Em causa estão as instalações das escola EB 1 de Maximinos (768.228 euros), de Merelim São Paio (480 380 euros) e de Pedralva (274 412 euros), cujas empreitadas vão ser delegadas nas autarquias locais.

Este investimento de 1,5 milhões de euros corresponde quase a metade do ‘bolo’ que o município de Braga se propõe distribuir por várias freguesias nesta reunião do executivo, que corresponde a um valor global de 3,9 milhões de euros.
Na agenda ganham destaque intervenções na viação rural, arranjos urbanísticos e, por exemplo, a execução do ‘Troço de Merelim São Paio’ do Projecto de Preservação e Requalificação Ambiental e Urbana da Margem Esquerda do Rio Cávado (228 mil euros).

Tranferências para freguesias
Neste volume de transferência financeira para as freguesias incluem-se igualmente as autarquias de Este São Mamede (166 mil euros para o alargamento e passeios no caminho municipal 1295), Merelim São Pedro (69 mil euros para o parque de manutenção de Gerises), Mire de Tibães (110 mil euros para a repavimentação da Rua da Boavista; e 12 mil euros para a beneficiação da Rua do Covo), Passos São Julião (65 mil euros , caminho vicinal de Belide) e Penso São Vicente (31.331euros, alargamento da Estrada Municipal 627, no Lugar das Latas).

No mesmo grupo se integram as freguesias de Pousada (200.812 mil euros para a segunda fase do caminho municipal de Além), Real (157 500 euros destinados aos campos de ténis e balneários), Ruilhe (134 951 euros para a requalificação da Rua D. José Gonçalves; 358 818 euros para o arranjo urbanístico do adro da igreja) e Semelhe (80 mil euros para a iluminação e arranjo do adro da igreja).

Incluem-se ainda as Juntas de Freguesia de Santa Lucrécia de Algriz (190 881 euros para a requalificação da sede da junta de freguesia), Sobreposta (193 mil euros para proceder ao alargamento da Cangosta do Oleiro), Tadim (109 554 euros, pavimentação do caminho vicinal do Lugar do Poço do Ponte; 150 mil euros, auditório da Junta de Freguesia) e Vimieiro (134 mil euros para o arranjo urbanístico do adro da Capela de São Bento).

A par destes exemplos de descentralização política, a câmara deverá aprovar nesta reunião — a manter-se a habitual unanimidade neste tipo de propostas — a atribuição de apoios financeiros às autarquias de Gualtar (12.715 euros, parque infantil na Avenida de São Miguel), Mire de Tibães (40 mil euros para trabalhos no exterior do Centro Social e Paroquial), Ruilhe (3853 euros referentes à limpeza da Rua do Minhoto).

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Esta decisão da Câmara Municipal prova a atenção que dedicou a este caso, nomeadamente a intervenção do Presidente da Junta de Freguesia, LUÍS MAGALHÃES, que se empenhou na resolução deste situação.

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Caminho rural


NOTÍCIA publicada
no
CORREIO DO MINHO

Ambulâncias não entram na rua

2009-07-03
autor: Miguel Viana

Na freguesia de São Julião de Passos há uma rua onde as ambulâncias não conseguem entrar.
Em causa está o estado em que se encontra a rua: o mato e a terra invadem as bermas e o piso é de terra. Além do mais, um esteio inclinado impede a circulação das viaturas mais altas, como é o caso das ambulâncias.
Acontece que nessa zona mora uma jovem de 17 anos, portadora de paralisia cerebral e epilepsia, e que por isso precisa de se deslocar diariamente, de ambulância, ao hospital ou à clinica onde faz fisoterapia.
Ora, face ao estado da via, a jovem tem de percorrer, muitas vezes, cerca de 400 metros a pé.
“Um dia destes, a minha filha teve vários ataques epilépticos e eu tive de a pôr no meio da estrada”, disse Teresa do Céu Cunha, mãe da jovem.
O ‘Correio do Minho’ foi, ontem, testemunha do sofrimento da jovem, ao fazer, a pé embora amparada pela mãe e uma amiga), o trajecto entre a casa onde mora e a Estrada Nacional 103 (Braga - Barcelos).
Pelo meio, a jovem teve três crises de epilepsia, tendo necessidade de ser deitada no chão.
“Isto acontece quase todos os dias. Se não tivesse ajuda dos meus amigos e vizinhos, não conseguia levantá-la”, afirmou a mãe da jovem.
Alguns minutos depois chegou a ambulância de uma empresa privada, que acabou por não levar a jovem à clínica de fisioterapia por causa dos ataques epilépticos.
A solução foi chamar, pelo 112, uma ambulância do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM).
Uma vez mais a ambulância teve de permanecer à entrada da rua.
Depois de avaliarem o estado de saúde da jovem, os paramédicos tiveram de a transportar numa cadeira de rodas entre a casa onde mora e a ambulância.
A situação tem criado sentimentos de revolta em familiares, amigos e vizinhos da jovem.
“Chamar rua a isto é demais. Não pedimos que alarguem para passar um carro por outro, porque não tem muito trânsito. Mas pelo menos que limpem as bermas, e ponham um piso nesta rua. Se fizerem isso, as ambulâncias já conseguem passar”, disse uma amiga da família.
A mesma pessoa acrescentou que “são os moradores que têm de fazer a manutenção da via, se quiserem passar com o carro. O marido da minha amiga e outro vizinho é que limpam isto.”
Refira-se que o caminho dá acesso a cerca de meia dúzia de casas. A verba para arranjar a via, já chegou a estar disponível, por parte da junta de freguesia, mas, diz Teresa do Céu Cunha, “a junta antiga, o antigo presidente, gastou o dinheiro noutro caminho. Como os proprietários não cederam o terreno para alargamento, a junta foi arranjar outro caminho”.
O ‘Correio do Minho’, tentou, ao longo da tarde de ontem, contactar o autarca de São Julião de Passos, mas Luís Magalhães não atendeu o telemóvel.
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Insegurança na Estrada Municipal?!




Notícia publicada no CORREIO do MINHO

(clicar na imagem, para aumentá-la)





COMENTÁRIO publicado no site do "O CORREIO DO MINHO"

Braga-Despiste de viatura faz um ferido
17 de Abril de 2009 às 16:09h por Manuel Carvalho
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Trata-se efectivamente de um percurso muito perigoso, principalmente em dias de chuva,em resultado do grande desgaste do paralelo, do traçado ( sucessivas curvas e contra-curvas) , da inclinação e da natureza irregular do paralelo, agravada pela presença frequente ,e camoflada pela chuva, de óleo/gasóleo na estrada ,o que torna premente, pelo menos, a colocação de protecção lateral adequada em toda a extensão do mesmo percurso .Espera-se, pois, que as autarquias locais ( junta de freguesia e C.M.B. ) actuem rapidamente no sentido de serem corrigidas as deficiências detectadas a fim de serem salvaguardadas as condições mínimas de segurança dos muitos utentes dessa via, antes que ocorram situações ' irremediáveis ' .

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Visita do Senhor ARCEBISPO






Notícia no DIÁRIO do MINHO, em 13 de Fevereiro de 2009
pela jornalista Marta Encarnação

Paróquias devem estar atentas à realidade social das famílias

A EB1 de S. Julião de Passos, em Braga, engalanou-se para receber o Arcebispo Primaz, que ontem iniciou a visita pastoral àquela comunidade. Na deslocação, D. Jorge Ortiga alertou para o cuidado que as paróquias devem ter em conhecer a realidade social das famílias. O prelado considera que as paróquias devem estar preparadas para «ajudar a suprir carências» e não ficar apenas por respostas pontuais.
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Novo Centro de Saúde

Notícias publicadas
no site da Junta de Freguesia de Sequeira

http://www.jf-sequeira.pt/index2.php?it=noticia&tp=7&mop=58&co=196

Luz verde para o novo Centro de Saúde
20.10.2008


Tal como havia sido avançado de forma oficiosa pelo Presidente da Junta na última sessão ordinária da Assembleia de Freguesia (26 de Setembro), o jornal Diário do Minho veio, na sua edição de 17 de Outubro, confirmar a disponibilização de orçamento para a construção já em 2009, de um novo Centro de Saúde que sirva as populações das freguesias de Sequeira, Cabreiros e S. Julião de Passos.
Recorde-se que este é resultado de um trabalho iniciado em 2006 e realizado em conjunto pelas juntas de freguesia de Sequeira, Cabreiros e S. Julião de Passos. A construção deste novo Centro de Saúde está prevista para o local onde actualmente se encontra a escola EB1 de Trás-o-Rio.
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O que Braga vai ganhar...

Consulte o LINK ao lado ......> > > >
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O que Braga perdeu...

Consulte o Link ao lado (à direita) > > > > > > > > > > > > > > > > > >
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O ARCO da Festa de Maio (em honra de NªSª do Rosário)



O Blogue "Vozes de São Julião"

publicou em "Sexta-feira, 13 de Junho de 2008"

Com o título "Os doutores daquele tempo"
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que transcrevemos parcialmente,
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e para ilustrar a descrição,
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tão bem pormenorizada factualmente,
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publicamos uma FOTOGRAFIA dessa época.
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Dr. Bira Milho, o grande arquitecto do arco que era construído para as festas da Senhora do Rosário, no segundo Domingo de Maio de cada ano, em São Julião de Passos.

Qualquer coisa de extraordinário, quer pela sua grandeza, - chegava a superar os trinta metros, quer pelos motivos alusivos à festa, que tanto embelezavam o arco!

Construído a partir de enormes varas de eucalipto, colocadas encima de fortes cavaletes ao lado da estrada, desde a parede do adro até à casa do Sr. Justino, cravadas umas às outras com grandes pregos! Depois de construído, era todo ele coberto com festão, ou seja, com tiras cortadas de papel de seda, de várias cores! Era uma autêntica obra de arte! Permanecia erguido à porta da igreja, em exposição, durante todo o mês de Maio!

Espectáculo digno de ser visto, era assistir ao levantamento do arco! Mobilizava dezenas de pessoas, grandes escadas das vindimas, e enormes cordas, que o ajudavam a levantar gradualmente, com equilíbrio, numa apreciável conjugação de forças. Tudo sob a orientação e comando do “bira milho”.

“Trinta padres e quarenta músicos”, era uma expressão muito usada por ele, para significar um grande aglomerado de gente! “Bira milho”, era um incitamento que queria dizer: siga p’rá frente!

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Sobre este tema, o ARCO da Festa de Maio, transcrevemos o que foi publicado no livro em referência, da autoria de Agostinho Borges Gomes, a páginas 63, 64 e 65:
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O arco era assente no interior da terra por dois pés, cuja estrutura era constituída por duas grossas varas de eucalipto, em cada pé, percorrendo os primeiros patamares, para continuar noutras interiores, até surgir o triângulo que coroava toda a ossatura, encimado por uma cruz. Tudo nas suas proporções estéticas e de segurança. Para se ter uma ideia da sua grandeza, o meu pai descreve-o com um tamanho de mais de 35 metros, dos pés até à ponta da cruz.
Para que a estrutura fosse resistente, as varas que partiam do chão eram cortadas na sua parte posterior mais flexível e substituídas por novas varas resistentes, emendadas às da base, com grandes pregos e arames, com juntas bem aparelhadas e bem assentes, tudo trabalho de carpinteiros, com travessas duplas de tantos em tantos metros e com figuras nestes espaços, desenhadas com varas finas de Austrália, e bem no centro uma coroa de arame, a coroa de Nossa Senhora do Rosário, tudo coberto com papel colorido, tendo as mulheres a preocupação da coroa brilhar com as cores de Nossa Senhora, o azul e o branco.
No Sábado de tarde era um grande acontecimento, o levantamento do arco, já todo coberto e colorido com o dito papel e com figuras abstractas do mesmo papel, como candeeiros pendurados, suspensos na arcada, que se formava a uns metros do chão, por onde passava toda a procissão, ao entrar e ao sair da igreja, cuja curvatura não era tão alta assim, pois os andores maiores, na sua passagem, tinham de ser tirados dos ombros para serem sustentados com as duas mãos, a um metro do chão.
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Era o altifalante que convidada, no Sábado de tarde, todo o povo do sexo masculino, que já possuísse a força física adaptada à manobra difícil do levantamento do arco. Este teria de ser tirado dos cavaletes de suporte e levado a pulso até próximo da porta principal da igreja, a uns três metros para além do local em que ia ficar, devido a uns fios de electricidade que cruzavam a estrada, suportados por um poste de ferro, cravado no cimo da parede de uma casa.
O arco era então levantado, com os pés pousados no adro, através de escadas, de escadotes e de cordas, que se dirigiam ao telhado da igreja. Ultrapassados os fios grossos de cobre, sem protecção de borracha, o que hoje já não acontece, o arco recuava para os buracos, feitos de propósito para os seus pés, com uma voz de comando, a ordenar aos escadotes e escadas, da parte de trás, a avançarem para lugares mais propícios para a nova fase de levantamento, não descurando a responsabilidade dos que se encontravam em lugares mais próximos da base. Quanto à cordas, que partiam de locais onde chegasse a maior escada da freguesia, construída de uma vara de eucalipto que fosse estreita e muito comprida, deviam aliviar a pressão, até os pés estarem com as pontas nos buracos.
A partir daqui era tudo um trabalho de escadas e de escadotes, bem como uma acção das referidas cordas, que dentro em breve seriam elas a responsabilizarem-se por todo o trabalho, entrando agora também em acção umas cordas, preparadas para serem usadas no chão, já que aqui a força era mais consistente. Após o arco na perpendicular, toda a estrutura era equilibrada pelos pés cravados na terra e por arames de cada lado, preparados ainda o arcoi na horizontal. Durante as operações do levantamento, a música do altifalante calava-se para não haver confusões e para maior concentração colectiva.

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Acto de SOLIDARIEDADE (já realizado)

Notícia publicada no "DIÁRIO DO MINHO", em 28 de Maio de 2008, pág.7




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Miguel Vilaça, habitante da freguesia, foi um dos organizadores.

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CARTAZ que divulgou esta acção de solidariedade
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Tudo começa bem, quando acaba em bem!

Na última publicação fizemos um reparo.

Tudo não passou de uma "tempestade" num "copo de água"

A nobreza de carácter está nesta resposta:

Houve de facto um lapso, por o referido texto não ter sido por mim elaborado. A minha falha apenas existiu por não lhe ter dado a devida atenção e por ter, à priori,confundido com o recenseamento efectuado quando presidi à junta.

Não tendo sido intencional e pelo incómodo causado, as minhas desculpas.

Manuel Rodrigues


É da discussão.. que nasce a luz!
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Um mero reparo....

No anterior relato noticioso divulgámos o surgimento de um novo blogue.

Ao consultarmos, agora, esse blogue verificamos que foi publicado o seguinte:










E como é referido na parte final desse texto,
"in: http://passos-sjuliao.blogspot.com",
esta expressão indica a transcrição da fonte referida.
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Talvez tivesse sido um erro, involuntário, de transposição...

Vamos verificar o que foi publicado em www.passos-sjuliao. blogspot.com:

Foi o primeiro Presidente da Junta eleito democraticamente, em 1976 (sucedeu a José Carlos Pereira, que foi o presidente da comissão administrativa da Junta, de 1974 até 1976, tendo, nesse período, presidido às Comissão de Recenseamento, Assembleias de Voto das primeiras eleicões para a Assembleia Constituinte, Assembleia da República, Presidente da República e Autarquias Locais);

E o texto correspondente em www.vozesdesaojuliao.blogspot.com :

Foi o primeiro Presidente da Junta eleito democraticamente, em 1976 (sucedeu a José Carlos Pereira que foi o presidente da comissão administrativa da Junta, de 1974 até 1976). Sendo o primeiro Presidente da Junta Eleito coordenou a Comissão de Recenseamento, Assembleias de Voto das primeiras eleições para a Assembleia Constituinte, Assembleia da República, Presidente da República e Autarquias Locais;

Significa que, como se vê pelas frases destacadas a negro, foram suprimidas e acrescentadas palavras que desvirtuaram o sentido do texto.

Este esclarecimento é essencial para que o registo histórico dos factos corresponda à verdade.

As primeiras eleições para as Autarquias Locais foram realizadas em 12 de Dezembro de 1976, após outras eleições, as primeiras após a Revolução do 25 de Abril de 1974, para Assembleia Constituinte (em 25/4/1975), Assembleia da República (em 25/4/1976) e Presidente da República (em 27/6/1976).

A tranferência de poderes (da Comissão Administrativa para a Junta de Freguesia) ocorreu em 17 de Janeiro de 1977.

Por aqui se deduz a impossibilidade de o Presidente da Junta eleito exercer funções anteriores à sua posse.

Já agora, para que conste e para repor a verdade, divulgamos o Edital afixado nesse dia eleitoral:






E como queremos registar tudo o que de relevante aconteceu nessa época, divulgamos também a composição dos candidatos das 3 listas admitidas a sufrágio:



Os resultados foram:
Lista CDS......... 105 votos
Lista PS.......... 95 votos
Lista PSD......... 57 votos
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Folhetos da CAMPANHA ELEITORAL

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Novo Blogue sobre S. JULIÃO

A finalidade deste blogue "www.passos-sjuliao.blogspot.com" sempre foi a "divulgação da freguesia" em tudo o que de relevante se lhe associe, nomeadamente o registo histórico de factos, tradições, usos e costumes, notícias publicadas nos jornais. perfis de pessoas - que, notoriamente, se destacaram pelas suas obras, profissões, participação e intervenção social, política ou religiosa, etc - e outros acontecimentos relacionados com a esta localidade.

Nesse sentido, publicaremos tudo o que de interessante engrandece a nossa terra e que servirá, no futuro, de arquivo acessível através da Web, em todas as suas vertentes, para consulta e estará aberto aos comentários dos leitores, para corrigir, acrescentar e aperfeiçoar esses temas.

No dia da festa de Maio, o editor deste blogue ficou sensibilizado com a atitude de agradecimento de um habitante, que serviu de notícia aqui neste blogue, pelo destaque que demos a uma intervenção solidária do grupo "Minho a Cantar".

Como sabemos que o líder desse grupo musical, MANUEL RODRIGUES DA SILVA, é uma pessoa conhecedora de muitos factos ocorridos nesta freguesia, e que, para além disto, é também um defensor e um praticante da música tradicional, que tem composto diversas letras e actuado em diversos sítios, orientado diversos coros paroquiais e tocado diversos instrumentos musicais - pela importância de todos estes factos - fizemos-lhe o desafio de publicar todo esse repertório neste blogue ou, eventualmente, noutro blogue mais temático.

Esse desafio foi correspondido e, com todo o gosto, divulgamos o seu blogue:
"http://www.vozesdesaojuliao.blogspot.com"

---» para aceder CLIQUE no "LINK" da coluna direita »»»»»»»»»»»»»»»»


Do seu currículo destacamos:
- Residente nesta freguesia;
- Ex-funcionário bancário;
- Diácono Permanente em funções na Diocese de Braga;
- Foi ordenado pelo ex-Arcebispo de Braga, D. Eurico Dias Nogueira, na Sé de Braga;
- Frequenta a Faculdade de Teologia;
- Foi o primeiro Presidente da Junta eleito democraticamente, em 1976 (sucedeu a José Carlos Pereira, que foi o presidente da comissão administrativa da Junta, de 1974 até 1976, tendo, nesse período, presidido às Comissão de Recenseamento, Assembleias de Voto das primeiras eleicões para a Assembleia Constituinte, Assembleia da República, Presidente da República e Autarquias Locais);
- Durante o seu mandato projectou, iniciou e concluíu obras emblemáticas da freguesia tais como: o edifício da Sede da Junta, o campo de jogos anexo, a luz pública, a captação de água no Monte da Serra e a sua distribuição pelos diversos fontanários espalhados pela freguesia.
- Sucedeu-lhe, na Presidência da Junta, ANTÓNIO SALGADO, que finalizou parte dessas obras, alargou e pavimentou o caminho para os lugares do Souto e Pedreira.

N.R.- Já que recordamos sumariamente estes 3 presidentes da Junta após a Revolução de Abril, gostariamos de referenciar os que lhes seguiram.

Para isso, esperamos o contributo dos leitores para divulgação dos seus mandatos.
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Pedimos que o texto em Word seja encaminhado para o E-mail acima mencionado no cabeçalho deste blogue.
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2º Livro de AGOSTINHO BORGES GOMES




----------------------------------------------------------------- Actualmente a Física encontra-se num impasse teórico, motivado pela dificuldade de dar um expectável passo: a união entre a Teoria da Relatividade e a Teoria Quântica.
É certo que já existewm várias teorias, mas todas elas ainda não convincentes, pelo que se justifica a criação de novas, pois só assim surgirá a tal, que apenas existe em pressentimento.
Mas esre livro não se detèm apenas na criação de uma nova Teoria Unificada. Dá também uma visão sobre o fenómeno da Ciência, com uma reflexão aprofundada, indo mesmo para além deste saber, para o enquadrar num todo, já que um único saber é limitado e só a plenitude satisfaz o ser humano.
O autor faz uma incursão na Ciência em geral para a sua compreensão, uma incursão na matéria e na vida para a inteligibilidade destas e uma incursão para além da Ciência a fim de se alcançar um sentido para toda a realidade.
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------------------------------------------------------------------ O Autor
Agostinho Borges Gomes nasceu em 1946, no concelho de Barcelos. Aos cinco anos de idade foi viver para o concelho de Braga (em Passos S. Julião), onde fez a escola primária e os estudos secundários, vivendo aqui actualmente.
Frequentou o Institituto Superior de Psicologia Aplicada, em Lisboa, a Faculdade de Psicologia da Universidade Católica de Lovaina, na Bélgica, a Faculdade de Letras da Universidade do Porto e licenciou-se em Filosofia na Faculdade de Filosofia de Braga da Universidade Católica Portuguesa.
É autor do romance "O Crime de Uma Sábia", publicado em 2007, pela PAPIRO EDITORA.



------------------------------------------------------------------------- Apresentação e descrição resumida do conteúdo do livro, pelo Autor


------------------------------------------------------------------ Discurso alusivo à publicação do Livro, pela representante da Editora e na presença do Autor



--------------------------------------------------------------------- Sessão de autógrafos e dedicatórias



Apresentação do Livro

Organização: Livraria Centésima Página

Local: Avenida Central

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Uma Teoria Unificada das Teorias da Relatividade e Quântica,
de Agostinho Borges Gomes,
da Papiro Editora,
dia 18 de Abril de 2008 pelas 18.00 horas.


na Livraria Centesima Página

http://www.centesima.com/content.asp?startAt=3&categoryID=4

http://www.braga.com.pt/eve_det.asp?eveid=8861
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DISCURSO de Boas-Vindas

NA VISITA GUIADA A ESTA FREGUESIA, o nosso conterrâneo AGOSTINHO BORGES GOMES foi o orador oficial que proferiu o seguinte DISCURSO de APRESENTAÇÂO:
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Ex.mo Senhor Presidente da Câmara!
Ex.mos Senhores Vereadores!
Ex.mos Senhores Membros das Juntas de Freguesia!
Senhores Acompanhantes!
Meus Conterrâneos!


Veio no jornal do Correio do Minho de Junho de 2004 que a freguesia de S. Julião de Passos só entrou para o concelho de Braga em Outubro de 1853.
De onde veio então a freguesia de S. Julião de Passos?
Antes desta data a que concelho pertencia?

A resposta é a seguinte:
 Veio do concelho de Penafiel de Bastuço, cuja sede civil e militar se encontrava ali, no nosso Monte de Baixo, em terreno de S. Julião.
E foi o seu castelo que inspirou para a concepção do emblema e bandeira da nossa freguesia.

Porém, o povo antigo de S. Julião teve uma atitude contraditória:
 Por um lado, destruiu todos os vestígios da sede do concelho e seu castelo, chegando mesmo ao ponto de destruir o “ç de cedilha” da palavra Paços, inventando que a palavra vinha do Senhor dos Passos de Cabreiros, roubado aquando de uma procissão tangente à fronteira desta freguesia.
Ora, a freguesia chamava-se S. Julião de Palácios, que deveria dar origem a Paços com um “ç de cedilha”, como aconteceu noutra terras. Porém, reconheço que os partidários dos dois “ss” venceram. E hoje não há nada a fazer.

 Por outro lado, o povo antigo conservou umas lendas sobre a fortaleza militar, que eles apelidavam de Castelo dos Mouros, as quais lendas ocasionaram a que o Padre Mário César Marques descobrisse a História da freguesia, que ele publicou, em 1964, no Boletim Cultural de Etnografia e História, de nome “O Distrito de Braga”, onde anunciava ter encontrado o local do Castelo da Pena ou de Penafiel de Bastuço, que os investigadores procuravam desde longa data, por isso tendo o Padre Mário direito ao nome num Largo da freguesia.

O mais interessante é que o povo do tempo da minha infância acreditava piamente nestas lendas, como de um dogma se tratasse, e as contavam nos seus serões.

Conta uma lenda que os mouros eram constituídos de grande força muscular. A prova era a seguinte:
 Existia um ferreiro no Monte de Cima, ali onde ainda hoje é o Lugar do Ferreiro. Quando os mouros do castelo, situados no Monte de Baixo, precisavam de aguçar os picos, (que era um instrumento de trabalhar a pedra), enviavam-nos para o ferreiro do Monte de Cima, através dos ares, apenas com o impulso de seus braços. E o ferreiro, que também era mouro, depois de os aguçar, devolvia-os também através dos ares.

Segunda lenda:
 Os mouros eram tão maus que todos aqueles, que se aproximassem ou tentassem tomar o castelo, tinham como castigo serem metidos dentro de um pipo, tampado, carregado de grandes pregos, cravados com a ponta voltada para o interior do pipo, e lançados a rolar pelo monte abaixo, morrendo no sopé do monte, esvaídos em sangue, dentro dos pipos.

Terceira lenda:
 Os mouros possuíam grande riqueza em ouro. Como o ouro não cabia todo debaixo do penedo do castelo, esconderam-no também debaixo do chão, em sítios bem dissimulados, que lá diz o ditado popular: “entre o Castelo e o Mirão, trinta pipas de ouro hão”.

Quarta lenda:
 Os mouros, além de maus e de grande força muscular, eram versados em artes mágicas.
Assim, mesmo que alguém conseguisse aproximar-se do castelo, não era capaz de entrar.
O mistério desvendou-o certo rapaz, guardador de gado. Certo dia, este rapaz abandonou o gado e, sorrateiramente, foi espiar o castelo, protegido por uns arbustos. Reparou então que os mouros, para abrirem as portas, usavam a técnica mágica das seguintes palavras: «Abre-te Sésamo!». Pronunciavam esta fórmula e o penedo abria em dois, mas fechava-se de seguida, após os mouros entrarem.
Daí a um bocado, por coincidência, todos os mouros do castelo saíram, afastando-se das redondezas. O rapaz então aproveitou e dirigiu-se ao penedo, que servia de base ao castelo, e pronunciou as palavras mágicas: «Abre-te Sésamo!». E o penedo logo se abriu, fechando-se de seguida, depois de ele entrar. O rapaz não perdeu tempo. Maravilhado com tanta riqueza em ouro, ficou surpreendido quando encontrou um compartimento horroroso, onde jaziam cadáveres de cristãos, todos nuzinhos, com uma forja a um canto.
Atarantado, logo tratou de arrecadar o ouro que podia, num grande saco, dirigindo-se de seguida para o lugar por onde entrou.
Mas Azar dos Azares! Tinha-se esquecido da fórmula mágica, para o penedo se abrir. Por mais que puxasse pela cabeça, as palavras não lhe vinham certas.
Mas só com a fórmula exacta o penedo se abria!
Passado algum tempo, chegaram os mouros. O rapaz, aflito, como não fosse capaz de sair, astuciou esconder-se no meio dos cadáveres dos cristãos, pondo-se também nuzinho como eles.
Mas... que os mouros deram logo por ela que alguém andou ali a mexer e, para cúmulo, havia um cadáver a mais!...
Como o rapaz disfarçasse muito bem, não eram capazes de descobrir este mistério. Mas como os mouros não eram burros, aqueceram um ferro em brasa, na forja, e cravaram-no no ânus de cada morto, que, chegando à sua vez, o rapaz não aguentou semelhante dor e deu um grande grito... Foi então logo ali morto, sem dó nem piedade.

Quinta lenda:
 Finalmente, como os cristãos não podiam vencer os mouros pela força, lembraram-se de um expediente.
Como existia na freguesia um cabreiro com grande rebanho, serviram-se deste para a vitória final.
Escolheram então uma noite de Lua Nova, em que as noites são mais escuras, agarraram tochas aos chifres das cabras e encaminharam-se em direcção à encosta do monte do castelo, com as cabras bem espalhadas para mais aparato.
O sentinela da torre do castelo, que aquilo viu, acordou todos os habitantes do castelo, os quais se atemorizaram, principalmente quando aquelas luzes desembocaram encosta acima, concluindo eles tratar-se de um grande exército inimigo, em marcha para o castelo.
Os mouros deram então à debandada, sem se esquecerem de encantar as riquezas em ouro e sem se esquecerem de encantar alguns companheiros, para guardarem aquelas riquezas, pois tencionavam voltar um dia.

A prova mais que provada que há encantamento no penedo do castelo é que um guardador de gado, mais recente, encontrou uns figos pretos no cimo do penedo, sendo ali um lugar onde não há figueiras. Lembrou-se então de agarrar alguns, metê-los ao bolso e levá-los para casa, para mostrar aos pais e aos irmãos. Mas quando os tirou do bolso, os figos tinham-se transformado em ouro, bem amarelinho. Quando o rapaz contou que ainda lá ficaram muitos, a família desatou a correr, mas, quando lá chegou, os figos nem vê-los.

O povo ensina-nos que há apenas dois modos de quebrar o encantamento do penedo do castelo e sacar de lá todo o ouro existente:
 Uma maneira é usar o livro de S. Cipriano.
 Outra, é a utilização de rezas apropriadas, por um padre.

Tal ousadia teve-a um Padre da freguesia de S. Julião de Passos, no tempo em que os padres usavam tamancos, que, munido de um livro de rezas e acompanhado de meia dúzia de paroquianos, dos mais destemidos, resolveu abrir o penedo.
Só que o Padre não podia vacilar nem se enganar nas suas rezas. E, no caso de haver engano, teria de começar a reza desde o princípio, pois não adiantava nada perder tempo com emendas.
O Padre, revestido de sobrepeliz, vacilar não vacilou, nem se enganou. Leu, leu, leu... só que, a determinado ponto da leitura, ouviram-se ruídos como trovões. O Padre, sem se deixar perturbar, continuou lendo, lendo, lendo, embora os acompanhantes já aterrados e sem sangue.
Os trovões continuavam e o Padre lia, lia... com paciência e com firmeza. O pior foi quando, a certo momento, das entranhas do penedo começaram a sair figuras vemelhas, como diabos, armados com forcados. Um acompanhante do Padre, sem se saber como, apareceu logo escarrapachado na escacha de um carvalho. Os outros, incluindo o padre, deram bem à sola, imediatamente, abandonando o infeliz colega.

Notícia no CORREIO DO MINHO, de 23/Abril/08