Visita do Senhor ARCEBISPO






Notícia no DIÁRIO do MINHO, em 13 de Fevereiro de 2009
pela jornalista Marta Encarnação

Paróquias devem estar atentas à realidade social das famílias

A EB1 de S. Julião de Passos, em Braga, engalanou-se para receber o Arcebispo Primaz, que ontem iniciou a visita pastoral àquela comunidade. Na deslocação, D. Jorge Ortiga alertou para o cuidado que as paróquias devem ter em conhecer a realidade social das famílias. O prelado considera que as paróquias devem estar preparadas para «ajudar a suprir carências» e não ficar apenas por respostas pontuais.
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Novo Centro de Saúde

Notícias publicadas
no site da Junta de Freguesia de Sequeira

http://www.jf-sequeira.pt/index2.php?it=noticia&tp=7&mop=58&co=196

Luz verde para o novo Centro de Saúde
20.10.2008


Tal como havia sido avançado de forma oficiosa pelo Presidente da Junta na última sessão ordinária da Assembleia de Freguesia (26 de Setembro), o jornal Diário do Minho veio, na sua edição de 17 de Outubro, confirmar a disponibilização de orçamento para a construção já em 2009, de um novo Centro de Saúde que sirva as populações das freguesias de Sequeira, Cabreiros e S. Julião de Passos.
Recorde-se que este é resultado de um trabalho iniciado em 2006 e realizado em conjunto pelas juntas de freguesia de Sequeira, Cabreiros e S. Julião de Passos. A construção deste novo Centro de Saúde está prevista para o local onde actualmente se encontra a escola EB1 de Trás-o-Rio.
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O que Braga vai ganhar...

Consulte o LINK ao lado ......> > > >
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O que Braga perdeu...

Consulte o Link ao lado (à direita) > > > > > > > > > > > > > > > > > >
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O ARCO da Festa de Maio (em honra de NªSª do Rosário)



O Blogue "Vozes de São Julião"

publicou em "Sexta-feira, 13 de Junho de 2008"

Com o título "Os doutores daquele tempo"
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que transcrevemos parcialmente,
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e para ilustrar a descrição,
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tão bem pormenorizada factualmente,
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publicamos uma FOTOGRAFIA dessa época.
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Dr. Bira Milho, o grande arquitecto do arco que era construído para as festas da Senhora do Rosário, no segundo Domingo de Maio de cada ano, em São Julião de Passos.

Qualquer coisa de extraordinário, quer pela sua grandeza, - chegava a superar os trinta metros, quer pelos motivos alusivos à festa, que tanto embelezavam o arco!

Construído a partir de enormes varas de eucalipto, colocadas encima de fortes cavaletes ao lado da estrada, desde a parede do adro até à casa do Sr. Justino, cravadas umas às outras com grandes pregos! Depois de construído, era todo ele coberto com festão, ou seja, com tiras cortadas de papel de seda, de várias cores! Era uma autêntica obra de arte! Permanecia erguido à porta da igreja, em exposição, durante todo o mês de Maio!

Espectáculo digno de ser visto, era assistir ao levantamento do arco! Mobilizava dezenas de pessoas, grandes escadas das vindimas, e enormes cordas, que o ajudavam a levantar gradualmente, com equilíbrio, numa apreciável conjugação de forças. Tudo sob a orientação e comando do “bira milho”.

“Trinta padres e quarenta músicos”, era uma expressão muito usada por ele, para significar um grande aglomerado de gente! “Bira milho”, era um incitamento que queria dizer: siga p’rá frente!

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Sobre este tema, o ARCO da Festa de Maio, transcrevemos o que foi publicado no livro em referência, da autoria de Agostinho Borges Gomes, a páginas 63, 64 e 65:
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O arco era assente no interior da terra por dois pés, cuja estrutura era constituída por duas grossas varas de eucalipto, em cada pé, percorrendo os primeiros patamares, para continuar noutras interiores, até surgir o triângulo que coroava toda a ossatura, encimado por uma cruz. Tudo nas suas proporções estéticas e de segurança. Para se ter uma ideia da sua grandeza, o meu pai descreve-o com um tamanho de mais de 35 metros, dos pés até à ponta da cruz.
Para que a estrutura fosse resistente, as varas que partiam do chão eram cortadas na sua parte posterior mais flexível e substituídas por novas varas resistentes, emendadas às da base, com grandes pregos e arames, com juntas bem aparelhadas e bem assentes, tudo trabalho de carpinteiros, com travessas duplas de tantos em tantos metros e com figuras nestes espaços, desenhadas com varas finas de Austrália, e bem no centro uma coroa de arame, a coroa de Nossa Senhora do Rosário, tudo coberto com papel colorido, tendo as mulheres a preocupação da coroa brilhar com as cores de Nossa Senhora, o azul e o branco.
No Sábado de tarde era um grande acontecimento, o levantamento do arco, já todo coberto e colorido com o dito papel e com figuras abstractas do mesmo papel, como candeeiros pendurados, suspensos na arcada, que se formava a uns metros do chão, por onde passava toda a procissão, ao entrar e ao sair da igreja, cuja curvatura não era tão alta assim, pois os andores maiores, na sua passagem, tinham de ser tirados dos ombros para serem sustentados com as duas mãos, a um metro do chão.
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Era o altifalante que convidada, no Sábado de tarde, todo o povo do sexo masculino, que já possuísse a força física adaptada à manobra difícil do levantamento do arco. Este teria de ser tirado dos cavaletes de suporte e levado a pulso até próximo da porta principal da igreja, a uns três metros para além do local em que ia ficar, devido a uns fios de electricidade que cruzavam a estrada, suportados por um poste de ferro, cravado no cimo da parede de uma casa.
O arco era então levantado, com os pés pousados no adro, através de escadas, de escadotes e de cordas, que se dirigiam ao telhado da igreja. Ultrapassados os fios grossos de cobre, sem protecção de borracha, o que hoje já não acontece, o arco recuava para os buracos, feitos de propósito para os seus pés, com uma voz de comando, a ordenar aos escadotes e escadas, da parte de trás, a avançarem para lugares mais propícios para a nova fase de levantamento, não descurando a responsabilidade dos que se encontravam em lugares mais próximos da base. Quanto à cordas, que partiam de locais onde chegasse a maior escada da freguesia, construída de uma vara de eucalipto que fosse estreita e muito comprida, deviam aliviar a pressão, até os pés estarem com as pontas nos buracos.
A partir daqui era tudo um trabalho de escadas e de escadotes, bem como uma acção das referidas cordas, que dentro em breve seriam elas a responsabilizarem-se por todo o trabalho, entrando agora também em acção umas cordas, preparadas para serem usadas no chão, já que aqui a força era mais consistente. Após o arco na perpendicular, toda a estrutura era equilibrada pelos pés cravados na terra e por arames de cada lado, preparados ainda o arcoi na horizontal. Durante as operações do levantamento, a música do altifalante calava-se para não haver confusões e para maior concentração colectiva.

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Acto de SOLIDARIEDADE (já realizado)

Notícia publicada no "DIÁRIO DO MINHO", em 28 de Maio de 2008, pág.7




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Miguel Vilaça, habitante da freguesia, foi um dos organizadores.

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CARTAZ que divulgou esta acção de solidariedade
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Tudo começa bem, quando acaba em bem!

Na última publicação fizemos um reparo.

Tudo não passou de uma "tempestade" num "copo de água"

A nobreza de carácter está nesta resposta:

Houve de facto um lapso, por o referido texto não ter sido por mim elaborado. A minha falha apenas existiu por não lhe ter dado a devida atenção e por ter, à priori,confundido com o recenseamento efectuado quando presidi à junta.

Não tendo sido intencional e pelo incómodo causado, as minhas desculpas.

Manuel Rodrigues


É da discussão.. que nasce a luz!
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Um mero reparo....

No anterior relato noticioso divulgámos o surgimento de um novo blogue.

Ao consultarmos, agora, esse blogue verificamos que foi publicado o seguinte:










E como é referido na parte final desse texto,
"in: http://passos-sjuliao.blogspot.com",
esta expressão indica a transcrição da fonte referida.
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Talvez tivesse sido um erro, involuntário, de transposição...

Vamos verificar o que foi publicado em www.passos-sjuliao. blogspot.com:

Foi o primeiro Presidente da Junta eleito democraticamente, em 1976 (sucedeu a José Carlos Pereira, que foi o presidente da comissão administrativa da Junta, de 1974 até 1976, tendo, nesse período, presidido às Comissão de Recenseamento, Assembleias de Voto das primeiras eleicões para a Assembleia Constituinte, Assembleia da República, Presidente da República e Autarquias Locais);

E o texto correspondente em www.vozesdesaojuliao.blogspot.com :

Foi o primeiro Presidente da Junta eleito democraticamente, em 1976 (sucedeu a José Carlos Pereira que foi o presidente da comissão administrativa da Junta, de 1974 até 1976). Sendo o primeiro Presidente da Junta Eleito coordenou a Comissão de Recenseamento, Assembleias de Voto das primeiras eleições para a Assembleia Constituinte, Assembleia da República, Presidente da República e Autarquias Locais;

Significa que, como se vê pelas frases destacadas a negro, foram suprimidas e acrescentadas palavras que desvirtuaram o sentido do texto.

Este esclarecimento é essencial para que o registo histórico dos factos corresponda à verdade.

As primeiras eleições para as Autarquias Locais foram realizadas em 12 de Dezembro de 1976, após outras eleições, as primeiras após a Revolução do 25 de Abril de 1974, para Assembleia Constituinte (em 25/4/1975), Assembleia da República (em 25/4/1976) e Presidente da República (em 27/6/1976).

A tranferência de poderes (da Comissão Administrativa para a Junta de Freguesia) ocorreu em 17 de Janeiro de 1977.

Por aqui se deduz a impossibilidade de o Presidente da Junta eleito exercer funções anteriores à sua posse.

Já agora, para que conste e para repor a verdade, divulgamos o Edital afixado nesse dia eleitoral:






E como queremos registar tudo o que de relevante aconteceu nessa época, divulgamos também a composição dos candidatos das 3 listas admitidas a sufrágio:



Os resultados foram:
Lista CDS......... 105 votos
Lista PS.......... 95 votos
Lista PSD......... 57 votos
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Folhetos da CAMPANHA ELEITORAL

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Novo Blogue sobre S. JULIÃO

A finalidade deste blogue "www.passos-sjuliao.blogspot.com" sempre foi a "divulgação da freguesia" em tudo o que de relevante se lhe associe, nomeadamente o registo histórico de factos, tradições, usos e costumes, notícias publicadas nos jornais. perfis de pessoas - que, notoriamente, se destacaram pelas suas obras, profissões, participação e intervenção social, política ou religiosa, etc - e outros acontecimentos relacionados com a esta localidade.

Nesse sentido, publicaremos tudo o que de interessante engrandece a nossa terra e que servirá, no futuro, de arquivo acessível através da Web, em todas as suas vertentes, para consulta e estará aberto aos comentários dos leitores, para corrigir, acrescentar e aperfeiçoar esses temas.

No dia da festa de Maio, o editor deste blogue ficou sensibilizado com a atitude de agradecimento de um habitante, que serviu de notícia aqui neste blogue, pelo destaque que demos a uma intervenção solidária do grupo "Minho a Cantar".

Como sabemos que o líder desse grupo musical, MANUEL RODRIGUES DA SILVA, é uma pessoa conhecedora de muitos factos ocorridos nesta freguesia, e que, para além disto, é também um defensor e um praticante da música tradicional, que tem composto diversas letras e actuado em diversos sítios, orientado diversos coros paroquiais e tocado diversos instrumentos musicais - pela importância de todos estes factos - fizemos-lhe o desafio de publicar todo esse repertório neste blogue ou, eventualmente, noutro blogue mais temático.

Esse desafio foi correspondido e, com todo o gosto, divulgamos o seu blogue:
"http://www.vozesdesaojuliao.blogspot.com"

---» para aceder CLIQUE no "LINK" da coluna direita »»»»»»»»»»»»»»»»


Do seu currículo destacamos:
- Residente nesta freguesia;
- Ex-funcionário bancário;
- Diácono Permanente em funções na Diocese de Braga;
- Foi ordenado pelo ex-Arcebispo de Braga, D. Eurico Dias Nogueira, na Sé de Braga;
- Frequenta a Faculdade de Teologia;
- Foi o primeiro Presidente da Junta eleito democraticamente, em 1976 (sucedeu a José Carlos Pereira, que foi o presidente da comissão administrativa da Junta, de 1974 até 1976, tendo, nesse período, presidido às Comissão de Recenseamento, Assembleias de Voto das primeiras eleicões para a Assembleia Constituinte, Assembleia da República, Presidente da República e Autarquias Locais);
- Durante o seu mandato projectou, iniciou e concluíu obras emblemáticas da freguesia tais como: o edifício da Sede da Junta, o campo de jogos anexo, a luz pública, a captação de água no Monte da Serra e a sua distribuição pelos diversos fontanários espalhados pela freguesia.
- Sucedeu-lhe, na Presidência da Junta, ANTÓNIO SALGADO, que finalizou parte dessas obras, alargou e pavimentou o caminho para os lugares do Souto e Pedreira.

N.R.- Já que recordamos sumariamente estes 3 presidentes da Junta após a Revolução de Abril, gostariamos de referenciar os que lhes seguiram.

Para isso, esperamos o contributo dos leitores para divulgação dos seus mandatos.
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Pedimos que o texto em Word seja encaminhado para o E-mail acima mencionado no cabeçalho deste blogue.
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2º Livro de AGOSTINHO BORGES GOMES




----------------------------------------------------------------- Actualmente a Física encontra-se num impasse teórico, motivado pela dificuldade de dar um expectável passo: a união entre a Teoria da Relatividade e a Teoria Quântica.
É certo que já existewm várias teorias, mas todas elas ainda não convincentes, pelo que se justifica a criação de novas, pois só assim surgirá a tal, que apenas existe em pressentimento.
Mas esre livro não se detèm apenas na criação de uma nova Teoria Unificada. Dá também uma visão sobre o fenómeno da Ciência, com uma reflexão aprofundada, indo mesmo para além deste saber, para o enquadrar num todo, já que um único saber é limitado e só a plenitude satisfaz o ser humano.
O autor faz uma incursão na Ciência em geral para a sua compreensão, uma incursão na matéria e na vida para a inteligibilidade destas e uma incursão para além da Ciência a fim de se alcançar um sentido para toda a realidade.
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------------------------------------------------------------------ O Autor
Agostinho Borges Gomes nasceu em 1946, no concelho de Barcelos. Aos cinco anos de idade foi viver para o concelho de Braga (em Passos S. Julião), onde fez a escola primária e os estudos secundários, vivendo aqui actualmente.
Frequentou o Institituto Superior de Psicologia Aplicada, em Lisboa, a Faculdade de Psicologia da Universidade Católica de Lovaina, na Bélgica, a Faculdade de Letras da Universidade do Porto e licenciou-se em Filosofia na Faculdade de Filosofia de Braga da Universidade Católica Portuguesa.
É autor do romance "O Crime de Uma Sábia", publicado em 2007, pela PAPIRO EDITORA.



------------------------------------------------------------------------- Apresentação e descrição resumida do conteúdo do livro, pelo Autor


------------------------------------------------------------------ Discurso alusivo à publicação do Livro, pela representante da Editora e na presença do Autor



--------------------------------------------------------------------- Sessão de autógrafos e dedicatórias



Apresentação do Livro

Organização: Livraria Centésima Página

Local: Avenida Central

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Uma Teoria Unificada das Teorias da Relatividade e Quântica,
de Agostinho Borges Gomes,
da Papiro Editora,
dia 18 de Abril de 2008 pelas 18.00 horas.


na Livraria Centesima Página

http://www.centesima.com/content.asp?startAt=3&categoryID=4

http://www.braga.com.pt/eve_det.asp?eveid=8861
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DISCURSO de Boas-Vindas

NA VISITA GUIADA A ESTA FREGUESIA, o nosso conterrâneo AGOSTINHO BORGES GOMES foi o orador oficial que proferiu o seguinte DISCURSO de APRESENTAÇÂO:
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Ex.mo Senhor Presidente da Câmara!
Ex.mos Senhores Vereadores!
Ex.mos Senhores Membros das Juntas de Freguesia!
Senhores Acompanhantes!
Meus Conterrâneos!


Veio no jornal do Correio do Minho de Junho de 2004 que a freguesia de S. Julião de Passos só entrou para o concelho de Braga em Outubro de 1853.
De onde veio então a freguesia de S. Julião de Passos?
Antes desta data a que concelho pertencia?

A resposta é a seguinte:
 Veio do concelho de Penafiel de Bastuço, cuja sede civil e militar se encontrava ali, no nosso Monte de Baixo, em terreno de S. Julião.
E foi o seu castelo que inspirou para a concepção do emblema e bandeira da nossa freguesia.

Porém, o povo antigo de S. Julião teve uma atitude contraditória:
 Por um lado, destruiu todos os vestígios da sede do concelho e seu castelo, chegando mesmo ao ponto de destruir o “ç de cedilha” da palavra Paços, inventando que a palavra vinha do Senhor dos Passos de Cabreiros, roubado aquando de uma procissão tangente à fronteira desta freguesia.
Ora, a freguesia chamava-se S. Julião de Palácios, que deveria dar origem a Paços com um “ç de cedilha”, como aconteceu noutra terras. Porém, reconheço que os partidários dos dois “ss” venceram. E hoje não há nada a fazer.

 Por outro lado, o povo antigo conservou umas lendas sobre a fortaleza militar, que eles apelidavam de Castelo dos Mouros, as quais lendas ocasionaram a que o Padre Mário César Marques descobrisse a História da freguesia, que ele publicou, em 1964, no Boletim Cultural de Etnografia e História, de nome “O Distrito de Braga”, onde anunciava ter encontrado o local do Castelo da Pena ou de Penafiel de Bastuço, que os investigadores procuravam desde longa data, por isso tendo o Padre Mário direito ao nome num Largo da freguesia.

O mais interessante é que o povo do tempo da minha infância acreditava piamente nestas lendas, como de um dogma se tratasse, e as contavam nos seus serões.

Conta uma lenda que os mouros eram constituídos de grande força muscular. A prova era a seguinte:
 Existia um ferreiro no Monte de Cima, ali onde ainda hoje é o Lugar do Ferreiro. Quando os mouros do castelo, situados no Monte de Baixo, precisavam de aguçar os picos, (que era um instrumento de trabalhar a pedra), enviavam-nos para o ferreiro do Monte de Cima, através dos ares, apenas com o impulso de seus braços. E o ferreiro, que também era mouro, depois de os aguçar, devolvia-os também através dos ares.

Segunda lenda:
 Os mouros eram tão maus que todos aqueles, que se aproximassem ou tentassem tomar o castelo, tinham como castigo serem metidos dentro de um pipo, tampado, carregado de grandes pregos, cravados com a ponta voltada para o interior do pipo, e lançados a rolar pelo monte abaixo, morrendo no sopé do monte, esvaídos em sangue, dentro dos pipos.

Terceira lenda:
 Os mouros possuíam grande riqueza em ouro. Como o ouro não cabia todo debaixo do penedo do castelo, esconderam-no também debaixo do chão, em sítios bem dissimulados, que lá diz o ditado popular: “entre o Castelo e o Mirão, trinta pipas de ouro hão”.

Quarta lenda:
 Os mouros, além de maus e de grande força muscular, eram versados em artes mágicas.
Assim, mesmo que alguém conseguisse aproximar-se do castelo, não era capaz de entrar.
O mistério desvendou-o certo rapaz, guardador de gado. Certo dia, este rapaz abandonou o gado e, sorrateiramente, foi espiar o castelo, protegido por uns arbustos. Reparou então que os mouros, para abrirem as portas, usavam a técnica mágica das seguintes palavras: «Abre-te Sésamo!». Pronunciavam esta fórmula e o penedo abria em dois, mas fechava-se de seguida, após os mouros entrarem.
Daí a um bocado, por coincidência, todos os mouros do castelo saíram, afastando-se das redondezas. O rapaz então aproveitou e dirigiu-se ao penedo, que servia de base ao castelo, e pronunciou as palavras mágicas: «Abre-te Sésamo!». E o penedo logo se abriu, fechando-se de seguida, depois de ele entrar. O rapaz não perdeu tempo. Maravilhado com tanta riqueza em ouro, ficou surpreendido quando encontrou um compartimento horroroso, onde jaziam cadáveres de cristãos, todos nuzinhos, com uma forja a um canto.
Atarantado, logo tratou de arrecadar o ouro que podia, num grande saco, dirigindo-se de seguida para o lugar por onde entrou.
Mas Azar dos Azares! Tinha-se esquecido da fórmula mágica, para o penedo se abrir. Por mais que puxasse pela cabeça, as palavras não lhe vinham certas.
Mas só com a fórmula exacta o penedo se abria!
Passado algum tempo, chegaram os mouros. O rapaz, aflito, como não fosse capaz de sair, astuciou esconder-se no meio dos cadáveres dos cristãos, pondo-se também nuzinho como eles.
Mas... que os mouros deram logo por ela que alguém andou ali a mexer e, para cúmulo, havia um cadáver a mais!...
Como o rapaz disfarçasse muito bem, não eram capazes de descobrir este mistério. Mas como os mouros não eram burros, aqueceram um ferro em brasa, na forja, e cravaram-no no ânus de cada morto, que, chegando à sua vez, o rapaz não aguentou semelhante dor e deu um grande grito... Foi então logo ali morto, sem dó nem piedade.

Quinta lenda:
 Finalmente, como os cristãos não podiam vencer os mouros pela força, lembraram-se de um expediente.
Como existia na freguesia um cabreiro com grande rebanho, serviram-se deste para a vitória final.
Escolheram então uma noite de Lua Nova, em que as noites são mais escuras, agarraram tochas aos chifres das cabras e encaminharam-se em direcção à encosta do monte do castelo, com as cabras bem espalhadas para mais aparato.
O sentinela da torre do castelo, que aquilo viu, acordou todos os habitantes do castelo, os quais se atemorizaram, principalmente quando aquelas luzes desembocaram encosta acima, concluindo eles tratar-se de um grande exército inimigo, em marcha para o castelo.
Os mouros deram então à debandada, sem se esquecerem de encantar as riquezas em ouro e sem se esquecerem de encantar alguns companheiros, para guardarem aquelas riquezas, pois tencionavam voltar um dia.

A prova mais que provada que há encantamento no penedo do castelo é que um guardador de gado, mais recente, encontrou uns figos pretos no cimo do penedo, sendo ali um lugar onde não há figueiras. Lembrou-se então de agarrar alguns, metê-los ao bolso e levá-los para casa, para mostrar aos pais e aos irmãos. Mas quando os tirou do bolso, os figos tinham-se transformado em ouro, bem amarelinho. Quando o rapaz contou que ainda lá ficaram muitos, a família desatou a correr, mas, quando lá chegou, os figos nem vê-los.

O povo ensina-nos que há apenas dois modos de quebrar o encantamento do penedo do castelo e sacar de lá todo o ouro existente:
 Uma maneira é usar o livro de S. Cipriano.
 Outra, é a utilização de rezas apropriadas, por um padre.

Tal ousadia teve-a um Padre da freguesia de S. Julião de Passos, no tempo em que os padres usavam tamancos, que, munido de um livro de rezas e acompanhado de meia dúzia de paroquianos, dos mais destemidos, resolveu abrir o penedo.
Só que o Padre não podia vacilar nem se enganar nas suas rezas. E, no caso de haver engano, teria de começar a reza desde o princípio, pois não adiantava nada perder tempo com emendas.
O Padre, revestido de sobrepeliz, vacilar não vacilou, nem se enganou. Leu, leu, leu... só que, a determinado ponto da leitura, ouviram-se ruídos como trovões. O Padre, sem se deixar perturbar, continuou lendo, lendo, lendo, embora os acompanhantes já aterrados e sem sangue.
Os trovões continuavam e o Padre lia, lia... com paciência e com firmeza. O pior foi quando, a certo momento, das entranhas do penedo começaram a sair figuras vemelhas, como diabos, armados com forcados. Um acompanhante do Padre, sem se saber como, apareceu logo escarrapachado na escacha de um carvalho. Os outros, incluindo o padre, deram bem à sola, imediatamente, abandonando o infeliz colega.

Notícia no CORREIO DO MINHO, de 23/Abril/08

Visita guiada à Freguesia

Integrada no Programa "Mais Braga... na Rota pelas Freguesias", a Câmara Municipal de Braga, em colaboração com a Junta de Freguesia, vai organizar uma visita guiada à nossa freguesia no próximo Sábado, 19 de Abril de 2008.
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PROGRAMA:
- Sessãop de boas vindas pelo Sr. Presidente Luís Eduardo Pereira Magalhães
- Visita às Piscinas
- Paragem na Sede da Junta
- Percurso pedestre com Visita à Igreja e Vestígios Arqueológicos
- Visita à Igreja Matriz pelo Revº Pe. Henrique da Costa Macedo
- Viagem de autocarro até ao Limite do Concelho
- Partida para Cabreiros
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UM LEITOR deste Blogue PUBLICOU, em "Comentários", o seguinte TEXTO:

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Vasco disse...
Procuro informação sobre a Lenda do Penedo do Castelo, de S.Julião de Passos.
A quem a souber ou me puder fornecer qualquer informação, agradeço contacto: pedrosa.vasco@gmail.com
Obrigado

28 de Março de 2008 0:02


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PERGUNTA-SE:

Alguém tem informação sobre este tema?

Pedimos que seja encaminhada para o e-mail, acima referido.

Prospecto sobre a Exposição "JERÓNIMO"



Fotografia publicada no prospecto de divulgação da "Exposição do pintor Jerónimo e sua influência no pintor vilaverdense Jomy", sob o tema «Diário íntimo de uma vida em cor», que se realizou de 12 de Janeiro a 2 de Fevereiro de 2008, na Biblioteca Municipal Prof. Machado Vilela,e m VILA VERDE.

Que tem como nota de rodapé o seguinte:
"Jerónimo foi o primeiro pintor português a expor em Brasília. Representado em diversas colecções particulares nacionais e estrangeiras; foi bolseiro da Fundação Gulbenkian e aluno extraordinário da Eswcola de Belas-Artes do Porto."

Esta exposição foi organizada por Manuel António Araújo (assim como as já realizadas em 2006, na Galeria Municipal de Arte de Barcelos, em 2007, na Galeria do Hotel Bagoeira- Barcelos, e em 2006, na Galeria dos Antigos Paços do Concelho de Viana do Castelo) que, no interior desse prospecto, sobre o título UM CONVITE A OLHAR se refere a Jerónimo «... A primeira obra é datada de 1952, tinha Jerónimo somente dezassete anos quando a pintou. Seguem-se oitras obras com diversas influências, desde Almada Negreiros a Dali, incluindo Modigliani e Picasso.
Encontraremos trabalhos de pintura e técnica mista, do importante período em que frequentou a Faculdade de Belas Artes, no Porto. Poderemos contemplar ainda trabalhos realizados em França, Paris, e no Brasil, aquando da sua visita a estes dois países em 1973. Apreciaremos vários auto-retratos, alguns Cristos e outras obras em que o pintor retrata o seu quotidiano. Para isso utilizou vários materiais, tais como óleo, predominante, guache, aguarela, vinho tinto e borra de café. Pintou sobre tela, papel, platex e madeira. A sua capacidade criativa fica ainda evidenciada nalguns objectos do seu dia-a-dia tão diversos como um sapato, um isqueiro, o seu cachimbo, pratos, o seu telemóvel, caixas de fósforos, lousa, enfim tudo o que "aparecia à mão" era passível de ser tocado pela sua genialidade...»

Exposição JERÓNIMO





Já visitámos a Exposição do Pintor JERÓNIMO, na Biblioteca Prof. Machado Vilela, em Vila Verde.
Comparativamente com a que se realizou nos antigos Paços do Concelho de Viana do Castelo, em Novembro, verificámos estar expostos mais quadros e com o local expositivo mais amplo.
Aconselhamos a sua visita, para analisar a versatilidade deste pintor.

Mais uma Exposição do Pintor JERÓNIMO



Exposição do pintor Jerónimo
Exposição do pintor Jerónimo, diário íntimo de uma vida em cor, e a sua influência no pintor Vilaverdense Jomy

EM VILA VERDE


A exposição decorre de 12 de Janeiro a 02 de Fevereiro de 2008, na Biblioteca Municipal Prof. Machado Vilela.

Horário:
segunda a sexta
manhã: 09.00 H - 12.30 H
tarde: 14.00 H - 18.00 H
terça-feira - Encerrado

Novo CENTRO de SAÚDE !!!

Na Escola de Trás-o-Rio, localizada junto à Estrada Nacional nº 13- Braga/Barcelos, perto do limite da freguesia de Passos (S. Julião), no Lugar de Belide, vai ser construído um Centro de Saúde que irá servir as populações de Sequeira, Cabreiros e S. Julião de Passos.

Esta previsão deduz-se de uma notícia publicada no CORREIO DO MINHO, de 11 de Janeiro, e que parcialmente se transcreve:
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Sequeira: 2008 marca início de grandes projectos
Conclusão das obras em curso e o início de projectos de grande preponderância marcam as linhas orientadoras do Plano de Actividades para este ano.


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Segundo o presidente da Junta, Emiliano Noversa, no que respeita à conclusão das obras em curso, para 2008 pretende-se terminar as obras alargamento, pavimentação e colocação de caixas de águas pluviais que decorrem em parte da Rua do Couço, bem como a obra de alargamento da Rua Penedo da Cruz, sendo outra das metas a colocação em funcionamento da sala de ATL na escola EB1 do Carvalho.

Ainda neste âmbito, pretende-se “continuar com as diligências junto da Sub-Região de Saúde de Braga e do IEP – Instituto de Estradas de Portugal, de modo a dar seguimento ao projecto de construção do Centro de Saúde no local onde funcionava a Escola EB1 de Trás-o-Rio, que vai a servir as freguesias de Sequeira, Cabreiros e S. Julião de Passos,...
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Dia do Padroeiro - São JULIÃO

O padroeiro da freguesia é São Julião.
Todos os anos, neste dia 9 de Janeiro, é recordado religiosamente este Santo.
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De acordo com a Wikipédia
http://pt.wikipedia.org/wiki/Juli%C3%A3o

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Julião viveu no século III, em Antioquia, e dedicou a sua vida, em colaboração com Basilissa (sua esposa), à assistência aos pobres e necessitados, chegando mesmo a transformar a sua casa num hospício. Demonstrou dedicação pelos assuntos da Igreja, o que poderá ter provocado desaprovação por todos os que eram considerados pagãos na época. Esse mesmo sentimento deverá ter levado Marciano, um governador de Antioquia, a prende-lo e puni-lo, sendo a sua sentença, percorrer as ruas da cidade amaraddo, como forma de mostrar a punição exercida sobre os cristãos. Pensa-se que se manteve fiel à sua fé cristã e aos seus princípios, o que levou à continuidade das respectivas torturas, causa da sua morte. Devido à sua vida é considerado santo pelos Cristãos.

Estatística: POPULAÇÃO

Passos (São Julião) (BRAGA)
Designação Indicador/ Passos(São Julião)/Braga/ Unidade Período
Área Total 2/ 183,2/ km2/ 2001
População Residente HM 697/ 164192/ indivíduos/ 2001
População Residente H 354/ 78954/ indivíduos/ 2001
População Presente HM 669/ 162930/ indivíduos/ 2001
População Presente H 333/ 77205/ indivíduos/ 2001
Famílias Clássicas Residentes 182/ 51173/ nº/ 2001
Famílias Institucionais 0/ 82/ nº/ 2001
Alojamentos Familiares - Clássicos 221/ 70035/ nº/ 2001
______________

Para consultar, clique em:


http://alea-estp.ine.pt/asp/meio.asp?fregues=101020343Passos%2B%28S%E3o%2BJuli%E3o%29&R1=V1&x_nut=1%2B01%2B02%2B03%2BBraga

A construção de PASSEIOS na Estrada Municipal

A Câmara Municipal de Braga, em reunião de vereação de 13 de Dezembro de 2007, aprovou a delegação de competências em duas dezenas de autarquias locais para a execução de um conjunto de obras.
No que se refere a esta freguesia, foi-lhe atribuida uma comparticipação de € 68.960,43 para a execução dos PASSEIOS na ligação viária entre a PISCINA MUNICIPAL e a escola EB1.
Ou seja, entre os lugares do Outeiro e o do Redondal.
Ficam, para já, por executar o percurso do Lugar de Belide até ao do Outeiro e do Lugar do Redondal até ao da Serra.
Independentemente de ser uma obra parcial, que não abrange todo o percurso da Estrada Municipal que atravessa a freguesia, é um equipamento extremanente útil para as pessoas que percorrem essa distância, a pé.
Outra obra que deverá ser repensada, na nossa óptica, deverá ser a reformulação do perfil das lombas existentes.
Aquelas do formato das que se encontram em frente à Escola Primária não são as mais adequadas, dado que são facilmente transpostas pelos condutores, irresponsáveis e incumpridores, em velocidades superiores para além das legalmente previstas.
O formato mais eficaz será, talvez, equivalente à existente em frente à fonte do Largo Padre Mário César Marques, no centro da freguesia, que obriga "mesmo" a abrandar a velocidade.

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A Notícia, correspondente aos dois primeiros parágrafos, foi publicada nos jornais "CORREIO DO MINHO", na pág. 9, e "DIÁRIO DO MINHO", na pág.7, do dia 13/12/2007.

Já abriu a Exposição do Pintor Jerónimo


Em VIANA do CASTELO

até ao dia 30 de Novembro de 2007

Na Praça da República (antigos Paços do Concelho)


JERÓNIMO... Poeta

POEMA FINAL

Se o meu dia vier depois de amanhã,
quero ir vertical no caixão
por mim peçam desculpa ao escrivão
pela maçada da certidão de óbito

Se o meu dia vier depois de amanhã,
quero atrás do meu funeral
venham todos os ciganos,
que tenham como eu, como Pátria o Universo,
mais os poetas verdes carregando estrelas e flores,
as protitutas de infância apunhalada,
os bebados inteiros de álcool
e os mendigos com filosofia nas tripas.

Se o meu dia vier depois de amanhã,
ó infames senhores de fortunas fáceis
ó símbolo de hiprocrisias e de revoltas!
deixo-vos ficar uma corda com espinhos
para estrangulardes vosso cinismo
e este meu último escarro de nôjo...

Se o meu dia vier depois de amanhã,
não quero que toquem os sinos
para não destruírem o sonho das Crianças
nem a melodia do cantar dos pássaros.

Se o meu dia vier depois de amanhã,
quero que os homens das máquinas,
da poesia, do sangue e do suor da terra,
tenham o seu dia

depois de amanhã
igual ao que em vida eu desejei...

Da 2ª edição (revista e aumentada) do livro de poemas
Libertação, 1960


Nasceu 1935 »»»»»» Faleceu 2003

Comentários Recebidos

Anónimo disse...
lidei com ele poucas vezes e quase sempre no café que frequentava. Conheciamo-nos de um simples, bom dia, tudo bem? Ele sabia que eu era seu conterrâneo e que o meu avô era o homem que podava o quintal das Marcoas, nome porque era conhecida a familia. Sei que pintou um quadro do Domingos Braga - dos Móveis Braga - Porto de Martim, Cabreiros. Era um homem com H grande e amigo do seu amigo.
Prestei-lhe a minha homenagem junto do seu túmulo no dia 1 de Novembro, como aliás fiz com muitas outras figuras da nossa terra, que embira não fossem artistas conhecidos, marcaram muito a minha infância.

2 de Novembro de 2007 19:59



O EDITOR deste Blogue disse...
Caro conterrâneo,
Agradeço a sua colaboração, ao enviar este comentário.
O pintor Jerónimo é justo recordá-lo pela originalidade dos seus quadros e pelos temas que retratava.
Este blogue além da "divulgação da freguesia" visa registar, para memória futura, todos os acontecimentos e pessoas que marcaram a nossa aldeia.
Aguardo mais comentários sobre a vida e obra do Pintor Jerónino Fernandes da Silva

7 de Novembro de 2007 16:24

Fevº 2006 - Notícia sobre JERÓNIMO

Jerónimo” em exposição até 18 de Fevereiro

8-2-2006


Os mais de mil visitantes que, até agora, a exposição “Jerónimo – Retrospectiva 1952-2002” recebeu até o passado domingo, justificam a iniciativa do Pelouro da Cultura da Câmara Municipal de Barcelos em prolongar a mostra até ao próximo dia 18 de Fevereiro.

Desde pessoas individuais, a apreciadores de arte, proprietários de obras de Jerónimo ou grupos de alunos de Belas Artes, muitos têm sido aqueles que têm procurado nesta colecção particular do galerista Manuel António Araújo, a assinatura do trabalho de Jerónimo. A grande receptividade por parte do público justifica a continuação desta exposição por mais duas semanas.
Considerado por muitos, o “maior pintor do século XX, do Norte de Portugal”, Jerónimo pintou durante cinco décadas. E é a retrospectiva desse período entre 1952 e 2002 que pode ser apreciada na Galeria de Arte de Barcelos, de terça a domingo, das 14 às 18 horas.
Conceitos como a morte, a mulher e Deus são constantes na obra de Jerónimo, que pintou ainda para a tela vários retratos e etapas da sua vida pessoal.
Além das tintas, Jerónimo tem quadros pintados com o próprio sangue ou com mistura de café e vinho tinto, por exemplo. A lâmina da barba é outro dos instrumentos utilizados na pintura dos quadros expostos em Barcelos.
Jerónimo foi o primeiro pintor português a expor em Brasília. Representado em diversas colecções particulares, nacionais e estrangeiras; foi bolseiro da Fundação Gulbenkian e aluno extraordinário da Escola de Belas-Artes do Porto.
Com esta exposição, a Empresa Municipal de Educação e Cultura de Barcelos pretende homenagear o pintor Jerónimo, para quem Barcelos sempre foi um tema presente na sua obra, tendo pintado para a tela a vista sobre a cidade, a feira, a mouraria, o “nocturno” de Barcelos, entre muitos outros.
Natural de Braga, Jerónimo desde cedo adoptou Barcelos como a sua cidade do coração. A sua primeira tela representa uma paisagem de Barcelos, assim como a sua primeira exposição teve palco nesta cidade.
Faleceu em 28 de Dezembro de 2003. Esta é a homenagem que faltava.

Autor: Fátima Vilaça



Publicado na A VOZ DO MINHO

Jerónimo – retrospectiva de 50 anos de pintura

Jerónimo – retrospectiva de 50 anos de pintura

4-1-2006


“A minha pintura é o meu diário íntimo com impressões da vida em cor, forma, movimento e música. São trabalhos tão simples como confusos, tão humanos como desumanos; são reflexos do movimento duma circunferência chamada ‘EU’ inteiro de angústia, ânsia e amor pelas coisas e pelas pessoas – ‘quando pessoas’”.

Assim se apresentava Jerónimo Fernandes, o artista que abrirá o ano de 2006 na Galeria Municipal de Arte de Barcelos.
Considerado por muitos, o maior pintor do século XX, do Norte de Portugal, Jerónimo pintou durante cinco décadas. E é a retrospectiva desse período entre 1952 e 2002 que estará patente na Galeria de Barcelos, já a partir do próximo sábado, dia 7 de Janeiro, e até 4 Fevereiro, de terça a domingo, das 14 às 18 horas. Trata-se da colecção particular do galerista Manuel António Araújo.
A abertura da exposição está marcada para as 18 horas, na Galeria Municipal de Arte, sita na Praceta Francisco Sá Carneiro, e contará com a presença de inúmeros galeristas e coleccionadores da obra de Jerónimo.
Jerónimo foi o primeiro pintor português a expor em Brasília. Representado em diversas colecções particulares, nacionais e estrangeiras; foi bolseiro da Fundação Gulbenkian e aluno extraordinário da Escola de Belas-Artes do Porto.
Com esta exposição, a Empresa Municipal de Educação e Cultura de Barcelos pretende homenagear o pintor Jerónimo, para quem Barcelos sempre foi um tema presente na sua obra, tendo pintado para a tela a vista sobre a cidade, a feira, a mouraria, o “nocturno” de Barcelos, entre muitos outros.
Natural de Braga, Jerónimo desde cedo adoptou Barcelos como a sua cidade do coração. A sua primeira tela representa uma paisagem de Barcelos, assim como a sua primeira exposição teve palco na cidade de Barcelos.
Faleceu em 28 de Dezembro de 2003.

Autor: Fátima Vilaça



Notícia publicada na A VOZ DO MINHO em JANº/2006

Recordando... JERÓNIMO

Anticoar

A paixão de uma vida

É um coleccionador nato. Com apenas 12 anos Manuel Araújo comprou a sua primeira antiguidade, uma lanterna de um navio que guarda religiosamente até hoje. A vida fê-lo seguir outros caminhos, mas foi há três anos que realizou um sonho – abriu, finalmente, o seu antiquário.

Confunde-se com o próprio espaço, aquando os gestos que arqueiam cada peça por ali perdida. Manuel Araújo fala-nos de paixão, a tal que lhe corre no sangue desde sempre, a tal que impele este antiquário repleto de magia. Situando-se no centro de Braga, este espaço dá pelo nome de Anticoar e dedica-se essencialmente à compra e venda de antiguidades, peças de coleccionismo e peças de arte. É notório que, entre faianças e relógios com muitas dezenas de anos, encontramos centenas de quadros originais de diversos artistas que transpiram cores garridas.
Com outra actividade, ligada a seguros, Manuel Araújo pretende agora dedicar-se cada vez mais aquilo que verdadeiramente gosta: as antiguidades. À conversa com “O primeiro de Janeiro”, confessa-nos que voltou este ano à Universidade, desta vez para aprofundar os seus estudos noutra área: “Pensei em aprofundar mais o meu conhecimento, por isso inscrevi-me no curso de Estudos Artísticos e Culturais. O gosto por estas matérias é algo que nasceu comigo ao qual pretendo dar continuidade”.
As três áreas que escolheu representar acabam, no fundo, por lhe dar um estatuto de coleccionador generalista: “Às vezes uma mesma peça é simultaneamente arte, antiguidade e peça de coleccionismo”.
Confessa-nos que é muito difícil, por vezes, desprender-se de determinadas peças: “Há um sentido de pertença enorme, é quase como se cada peça fosse insubstituível”, afirma, enquanto pega num livro enorme, sublime, ao qual desde logo lhe adivinhamos misticidade. “Este livro é o exemplo de uma das peças das quais não me consegui desfazer. É a constituição de Braga de 1697 e está, como vêem, em excelente estado. Ainda cheguei a cedê-lo, mas mandei-o vir para trás. É muito difícil desprender-me das coisas, para mim certas peças têm um encanto especial”.
Fomos descobrindo gradualmente que a loja é apenas um mostruário das colecções que se espraiam além destas quatro paredes. Manuel Araújo guarda em sua casa outras colecções que, “já não cabem na loja”, desabafa.
Confrontado com o mercado, afirma que a crise também se sente neste sector : “A maior parte das peças que aqui estão, foram pessoas que me apareceram na loja a vender e isso é cada vez mais notório. Já quase não saio à procura de peças, só uma vez ou outra pontualmente. De resto, chegam-me sempre aqui coisas diferentes”.
Manuel Araújo define o seu tipo de clientes como: “Pessoas de classe média, cultas e com algum poder de compra que ora se deslocam aqui voluntariamente, ora me ligam a pedir uma peça específica. Tenho vindo a verificar que cada vez mais as peças vendidas são para oferecer. As pessoas procuram aqui presentes”.
Sempre à sombra de alguma timidez, Manuel Araújo lá se foi soltando aos poucos no decorrer da entrevista. Chegado ao ponto em que a conversa derivou para a arte, verificámos nele uma enorme vontade de nos dar a conhecer uma das suas paixões: o pintor e poeta Jerónimo: “Fui comprando os quadros dele ao longo dos anos e neste momento julgo ser a pessoa que tem a maior colecção deste pintor, desde os primeiros quadros que pintou aos 17 anos, até à última tela que estava a pintar antes de morrer e não chegou a terminar. São mais de 80 quadros!”
Amigo e admirador de Jerónimo, é imponente a forma como o descreve, como o sente, como o torna perpétuo no tempo. “A peça mais valiosa que me passou pelas mãos até hoje foi, sem dúvida, um quadro dele que está aqui, que vale cerca de 15 mil euros. Não o vendo, não me consigo desfazer dele”.
Tempo ainda para Manuel Araújo nos falar das exposições que vai fazendo com a obra do Pintor: “A primeira foi na galeria da Câmara Municipal de Barcelos que contou com mais de 1500 visitantes. A segunda foi também em Barcelos e tenho já uma marcada para o próximo mês de Novembro, de 16 a 30, em Viana do Castelo nos antigos Passos do Concelho”.
Fica, então, o convite.

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Jerónimo

Decorria o ano de 1935 quando nasce, em Braga, o poeta e pintor Jerónimo. “Era um homem imponente, frontal, boémio, extrovertido e apaixonado”, é assim a forma como é descrito por Manuel Araújo. Simples e franco, fruto de uma sensibilidade ímpar, era conhecido por afrontar aqueles que considerava poderosos a todos os níveis. O proprietário do antiquário afirma que este: “Como pintor, se morasse noutros lugares, teria sido reconhecido como um dos melhores pintores nacionais”. Manuel Araújo lança ainda: “Não foi conhecido em vida do grande público, mas ainda há-de ser. Como amigo pessoal dele, penso que talvez ele próprio não quisesse a fama. Fazia questão de organizar as suas exposições e de programar a sua vida sem interferência de ninguém”.
Foi o primeiro pintor português a expor em Brasília. Não se preocupava com o dinheiro, pintava todos os dias e afirmava que, enquanto tivesse uma gaveta para arrumar e uma tela para pintar, não morreria. “Deixou-nos aos 68 anos, vítima de ataque cardíaco”, diz-nos Manuel Araújo que nos mostra de seguida um dos seus poemas preferidos:

Vivo dentro da solidão
Do meu tamanho
E espreito aí p´ra fora de fugida...
Suicída ou não cá vivo
- e chega-me espreitar aí p´ra fora
de fugida
a vida.

“Solidão”, Jerónimo


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NOTÍCIA PUBLICADA no
O PRIMEIRO DE JANEIRO

Recordando.. Pintor JERÓNIMO


Auto-retrato



Jerónimo



Jerónimo



Um dos diversos quadros da sua autoria

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Como sabem o Pintor JERÓNIMO nasceu nesta freguesia e está sepultado no cemitério local.

A Junta de Freguesia homenageou-o dando o nome a uma rua, que entronca na EN 103, junto à casa da família.


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O DIÁRIO DO MINHO publicou em 14 do corrente mês, na página 8, com o título PONTOS DE VISTA: Parceria FacFil-Anticoar estuda e promove obra de Jerónimo:

Assinala-se hoje mais um aniversário natalício do artista bracarense Jerónimo.

Contaria 72 anos se fosse vivo.

Bem vivo está, certamente, na memória de quantos com ele privaram, quer pelo seu lado humanista, e lhe conheceram a riqueza de afectos e dos pensamentos.

Vivo está, sobretudo, nos que tiveram a grata fruição de acompanhar o seu projecto criativo, ao longo de mais de cinquenta anos bem preenchidos por um génio criador que se espraiou por uma diversidade de temas, técnicas, interesses estéticos.

Uma personalidade artística que não se deixou "formatar" pelos cânones das categorias estilísticas tradicionais, mas que inovou metodologias ao serviço de um imaginário que lhe permitiu notabilizar-se em várias disciplinas, desde a gravura, desenho, pintura, poesia ...

Vivo está, mas não tão conhecido e divulgado como a sua grandiosidade merece.

A sua obra, que integra em grande parte como motivos de representação a vida minhota na sua diversidade de manifestações, privilegiando o circuito geográfico Braga-Barcelos, ainda não obteve destes municípios atenção e cuidados devidos.

Entre a comunidade dos artistas e dos coleccionadores de arte existe a clara percepção de que Jerónimo é um dos nomes mais importantes da arte contemporênea em Portugal, dos últimos cinquenta anos.

Mas falta um reconhecimento público da importância deste nome.

Falta um contacto mais amplo com a riqueza temática e estética daquela obra. Falta um estudo crítico, judicativo que contribua para a clarificação de um fundamentado apreço pela obra.

É verdade que o galerista bracarense Manuel António Araújo, um verdadeiro "apaixonado" pela arte de Jerónimo, detentor de uma importante colecção de obras daquele artista, se tem preocupado em divulgá-lo através da promoção de exposições, aliás muito bem sucedidas, como será certamente a próxima, intitulada "Jerónimo" a realizar nos Antigos Paços do Concelho em Viana do Castelo, entre 16 a 30 de Novembro.

Precisamente, com a finalidade de resgatar a obra de Jerónimo de um eventual manto de esquecimento, e proporcionar um estudo e valorização da sua obra, constituiu-se uma parcearia entre a Empresa Anticoar e a Faculdade de Filosofia da Universidade Católica, Braga, que através do Curso de Estudos Artísticos e Culturais procederá ao referido trabalho de investigação.

Trata-se de um óbvio contributo para a dignificação da cultura, especialmente na sua afirmação regional.



CARLOS MORAIS
(Faculdade de Filosofia de Braga da Universidade Católica Portuguesa)

Incêndio Florestal

Esta freguesia tem sido fustigada com incêndios nos montes que a rodeiam.
Temos ainda presente o que ocorreu no Monte do Castelo, junto à margem do rio Labriosque.

Para consultar, procure no Blogue o mês de ABRIL


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O DIÁRIO DO MINHO, de 25 de Setembro, relata o que aconteceu:

INCÊNDIO FLORESTAL EM SÃO JULIÃO DE PASSOS

Um incêndio deflagrou ontem pelas 13h00, na freguesia de São Julião de Passos, em Braga.
De acordo com os Bombeiros Sapadores de Braga, que deslocaram para o local duas viaturas e seis homens, o fogo destruiu uma área de 200 metros quadrados, tendo sido extinto por volta das 14h30.
No local estiveram ainda os Bombeiros Voluntários de Braga e os Bombeiros Voluntários de Barcelinhos.
Este igualmente um helicóptero que ajudou à extinção do foco de incêndio.
As causas são para já desconhecidas.

Informação

Interessante sobre a freguesia
de Passos (S. Julião)



http://www.retratoserecantos.com.pt/info_localidades.php?action=freguesia&concelho=Braga&&freguesia=Passos%20S.%20Juli%E3o

Notícia Triste!

BEBÉ CAIU NUM BIDÃO DE ÁGUA EM S. JULIÃO

Uma criança, com cerca de dois anos de idade, foi salva ontem pelos Bombeiros Voluntários de Braga (BVB). O caso aconteceu por volta da uma e meia da tarde, quando um bebé, de sexo masculino, caiu dentro de um bidão de água, numa casa próxima da Igreja de São Julião de Passos, em Braga.
As causas do acidente ainda são desconhecidas, mas o segundo comandante dos BVB disse ao Correio do Minho que "quando chegamos ao local, a criança já estava fora do bidão e estava consciente".
Alberto Lusquinhos adiantou ainda que o bebé "terá sido retirado por um tio que se apercebeu do acidente, mas não tinha qualquer reacção à dor".
Depois de transportada ao Hospital de São Marcos, a criança acabou por ser transferida para a pediatria do Hospital de São João, no Porto, por precaução.

(Notícia publicada no CORREIO DO MINHO, em 4 de Agosto de 2007, a pág. 7)

AUTOCARRO dos TUB - Alteração do Percurso

Informação 60/07
Linha 36 - PRAÇA CONDE AGROLONGO – S. JULIÃO DE PASSOS
Alteração de percurso e novos locais de paragem

COM INÍCIO NO PRÓXIMO DIA 2007.JULHO.23 (SEGUNDA-FEIRA), O TRAJECTO DA CARREIRA ACIMA REFERIDA SERÁ ALTERADO NOS DOIS SENTIDOS DE TRÂNSITO. ASSIM, NO SENTIDO CIDADE/PERIFERIA, A PARTIR DA PARAGEM DENOMINADA DE “FERREIROS (BAIRRO)”, OS AUTOCARROS PASSAM A CIRCULAR POR “RUA JACINTO VIEIRA, RUA 8 DE SETEMBRO E RUA EDGARDO SÁ MALHEIRO, RETOMANDO O ITINERÁRIO HABITUAL NA PARAGEM DESIGNADA DE “RUA JOÃO MARQUÊS DA CRUZ”. ESTE MESMO TRAJECTO PASSARÁ A SER UTILIZADO TAMBÉM NO SENTIDO PERIFERIA / CIDADE. PARA O EFEITO, SERÃO INSTALADAS TRÊS NOVAS PARAGENS NAS CITADAS ARTÉRIAS, QUE SE DESTINAM AO EMBARQUE / DESEMBARQUE DE UTENTES EM AMBOS OS SENTIDOS.

2007-07-16

Obras em S. Julião

Notícia Publicada no CORREIO DO MINHO, em 28 de Junho de 2007

No que toca à freguesia de Passos (S. Julião) ler o último parágrafo.
Há um lapso, pois como é do conhecimento de todos, o Presidente da Junta chama-se LUÍS MAGALHÃES.

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Braga
Cabreiros com novos acessos
Processo depende da negociação de terrenos junto à estrada nacional 103 (Braga - Barcelos), que Mesquita Machado deseja ver “brevemente ultrapassada.”


O presidente da Câmara Municipal de Braga, Mesquita Machado, já confirmou a abertura de um novo acesso ao centro da freguesia de Cabreiros, a partir da Estrada nacional 103 (que liga Braga a Barcelos).
O autarca indica que este processo está apenas dependente da negociação de alguns terrenos necessários para a construção da nova via de ligação - os quais Mesquita Machado espera “que sejam brevemente ultrapassados”.

O novo acesso pretende complementar uma das principais entradas do coração desta localidade, que se situa no limite poente de Braga, fronteira do concelho de Barcelos “dignificando e valorizando o centro cívico” deste aglomerado populacional.
Recorde-se, aliás, que esta era na realidade uma das obras mais reivindicadas pela Junta de Freguesia de Cabreiros, desde há algum tempo, que sublinha as características da estrada municipal que hoje serve a freguesia a partir da EN 103, alguns metros antesa do acesso às autoesttrtadas A3 e A11.
O autarca local de Cabreiros refere mesmo que “o actual acesso não permite qualquer intervenção que lhe permita alrgar o espaço de circulação, apresentando-se completamente estrangulado”.

Num encontro recente, Mesquita Machado deu indicações ao autarca de Sequeira para “avançar com a elaboração do projecto para um auditório multiusos”, bem como com a requalificação do Pavilhão desportivo da freguesia.
O presidente da Junta de Sequeira solicitou a pavimentaçáo das ruas de acesso ao Parque Industrial de Marvila.
Quanto à freguesia de São Julião de Passos, o Presidente da Junta, Júlio Magalhães destacou a necessidade de se criar um parque de apoio à Piscina Municipal.
O mesmo autarca solicitou, ainda, a libertação de alguns terrenos para a construção de habitações na freguesia.

Romance "O Crime de Uma Sábia"

Decorreu ontem, pelas 18 horas, a sessão pública de apresentação do romance "O CRIME DE UMA SÁBIA", publicado pela Editora Papiro, cujo autor é AGOSTINHO BORGES GOMES, residente nesta freguesia.

O evento teve lugar no sala-auditório da Livraria CENTÉSIMA PÁGINA, sita na Avenida Central, da cidade de Braga.

O autor descreveu sumariamente o conteúdo da obra agora publicada, um romance filosófico, em que o protagonista, Samuel, é um jovem de Braga, que estuda Letras na Universidade do Porto que, a dada altura, apaixona-se por Isabel, sua conterrânea, que estuda Medicina na Invicta.
O pai de Samuel, ao descobrir o namoro, não se pronuncia, embora a sua intuição de pai lhe diga que o filho poderá vir a ter problemas, já que os amantes são de estratos sociais diferentes.
Contudo, convence Samuel a aceitar um pequeno curso, ministrado por si aos fins-de-samana, denominado de último acto educacional de um pai para um filho.
O objectivo é que, após este curso, Samuel se torme numa pedra inabalável, perante todas as contrariedades da vida.
Estas lições versam sobre Filosofia, já que a juventude de hoje, em algumas coisas, não é muito diferente da dos tempos em que se buscava a pedra filosofal.

Assistiram ao acto de apresentação desta obra, diversas pessoas convidadas, amigas e familiares do autor.

A freguesia esteve representada pelo Presidente da Junta, Luís Magalhães.

No final, o autor autografou, com dedicatória, os livros que foram adquiridos pelos presentes.

Para além de romancear a vida de Samuel e Isabel, o autor aproveita para intercalar textos alusivos a PASSOS (S.JULIÃO), nomeadamente "A Festa da Terra" [Cap. XI], O "Castelo da Pena" [Cap. XXXVI] e outras estórias e narrações de hábitos e de costumes, "de antigamente", ocorridos nesta freguesia.

É uma obra extensa, de 366 páginas, de leitura fácil e, nalguns aspectos, divertida e, na opinião do autor, é sua «intenção contribuir para a luta contra o fanatismo, de um modo pacífico, para desmistificar certos dogmas, sem a destruição das convicções, que passam a ser valorizadas de um ponto de vista mais profundo».

"O CRIME DE UMA SÁBIA"

O nosso conterrâneo Agostinho Borges Gomes, licenciado em filosofia e ex-quadro da Segurança Social, vai apresentar publicamente o seu livro "O Crime de uma sábia", editado pela Papiro Editora -Porto, na Livraria Cèntesima Página, na Av. Central, em Braga, no dia 1 de Junho de 2007, pelas 18h00.

Procissão de Maio:- Nª Snrª do ROSÁRIO



No passado fim-de-semana, nos dias 12 e 13 de Maio, realizaram-se a Procissão de Velas e a Festa de Maio (em honra de Nossa Senhora do Rosário), respectivamente.

No Sábado, a Procissão de Velas percorreu o habitual percurso, com o andor de Nossa Senhora de Fátima, do Lugar da Igreja ao Lugar da Serra, no cimo da freguesia.

O tempo esteve adverso, bastante chuvoso e a participação de fiéis foi inferior à dos anos transactos.

Depois de terminada a procissão, que recolheu à igreja paroquial, houve a actuação de um conjunto musical no largo adjacente.

No Domingo, a procissão, com doze andores, que decorreu da parte de tarde, do Lugar da Igreja ao Lugar do Outeiro, e deste novamente ao Lugar da Igreja, teve o brilhantismo habitual, com a participação de figurantes, simbolizando nomes de santos, da Banda de Música de Cabreiros, a entoar melodias clássicas, e a Fanfarra dos Escuteiros de Gondizalves a ritmar o percurso.

Peditório LIGA contra o CANCRO

LIONS CLUBE DE BRAGA, uma organização de serviço à comunidade, filiada em LIONS INTERNATIONAL, angariou no passado mês de Abril, em resultado do peditório a favor da LIGA CONTRA O CANCRO, realizado em diversos pontos do concelho de Braga, 38.853,62 euros, tendo em PASSOS (S. JULIÃO) sido angariado o montante de 385,04 euros, cerca de 1% do total.

(Extraído da notícia publicada no DIÁRIO DO MINHO, a pág. 6, de 30/04/2007)

FEIRA MOSTRA FREGUESIAS

NOTÍCIA PUBLICADA NO "O CORREIO DO MINHO"


em 20 de ABRIL de 2007



Feira mostra o melhor que há em 54 freguesias


A Câmara Municipal de Braga promove, com a finalidade de comemorar o 30º aniversário do Poder Local, uma feira mostra das freguesias do município.


por Patrícia Sousa


Infra-estruturas, apoio social, escolas, bibliotecas, recuperação do património, saneamento, desporto e muito mais. As 54 freguesias do concelho de Braga que aceitaram o desafio da Câmara Municipal de Braga, vão ter oportunidade de mostrar o que de melhor se fez e continua a fazer na terra de 25 de Abril a 1 de Maio. A ideia é nova e tem como finalidade comemorar o 30º aniversário do Poder Local.

O Município de Braga através do Gabinete de apoio às Freguesias, do pelouro de Turismo e Defesa do Consumidor e da Associação de Artesãos do Minho, promovem, bem no centro da cidade, esta iniciativa denominada ‘Município de Braga, 30 anos de Desenvolvimento em Democracia’. “É importante mostrar aos bracarenses a importância dos presidentes de junta. Além disso, pretendemos mostrar tudo aquilo que se fez e faz em cada terra, já que muitos bracarenses não conhecem”, justificou a vereadora do pelouro das Freguesias da Câmara Municipal de Braga, Ana Paula Morais. E acrescentou: “Todo o investimento apresentado nesta feira vai permitir pensar que já atingimos uma maturidade democrática, mas responsabiliza-nos cada vez mais como autarcas do futuro que querem proporcionar a todos um desenvolvimento integral e homogéneo”.

Este evento incia-se a 25 de Abril, pois foi a partir desta data do ano de 1974 que ocorreram transformações na sociedade que, “levaram as autarquias a readquirir a importância perdida, tornando-se instituições de poder, competências e direitos em liberdade”.
O encerramento terá lugar no 1º Maio, dia do Trabalhador em comemoração da defesa de “uma sociedade mais justa e solidária”.
“Em conjunto e de uma forma solidária comemoraremos os 30 anos do poder local em democracia, partilhando todo um programa de animação que será de todos e para todos, aproveitando a riqueza e evolução da nossa cultura tradicional, oferta das juntas de freguesias presentes”, frisou a vereadora.
E atirou: “Há muita qualidade de vida nas nossas freguesias. Não tem sido dado o devido valor aos autarcas, por isso, apelo às populações e às escolas que façam uma visita à feira porque também é uma forma de estudar”.

Das 62 freguesias do concelho não participam oito, por impossibilidade das mesmas (Esporões, Este S. Pedro, Oliveira S. Pedro, Guizande, Penso S. Vicente, Real, Pousada, Navarra e S. Lázaro).
O presidente da Câmara Municipal de Braga, Mesquita Machado, lembrou que gosta de comemorar com “actos concretos”, nomeadamente a inauguração de obras, mas este ano decidiu “mostrar tudo” que se fez nas freguesias e que “só foi possível com o 25 de Abril”.

Compasso Pascal


Elementos que integravam o Compasso Pascal,
no Domingo, no Lugar do Monte do Porto





A Cruz Pascal, este ano, estava assim ornamentada

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O compasso pascal, que percorreu o trajecto habitual, pela freguesia, não teve o brilhantismo dos anos anteriores.
Por um lado, o mordomo do ano passado foi "forçado", também este ano, a cumprir esta obrigação de visitar as casas da freguesia com a cruz pascal, por falta de candidatos a esta missão.
Por outro, os foguetes que habitualmente estralejavam em quase todos os lares, e que, deste modo, referenciavam o local por onde o campasso passava, este ano, por razões de licenças, de seguro e de outras restrições, poucos habitantes se aventuraram a lançá-los.
Registe-se que os componentes do 2º Compasso eram em menor número. É uma tradição que propicia um convívio anual entre os habitantes da freguesia, serve para rever velhas amizades, para além da oportunidade de saborear os bons doces e degustar o saboroso néctar, o acompanhamento do compasso pascal torna este acontecimento mais alegre e efusivo.

Domingo de PÁSCOA

A PÁSCOA
Com a devida vénia, transcrevemos parte de um artigo do Prof. Dinis Salgado, publicado na pág. 2, do DIÁRIO DO MINHO, de 4 de Abril de 2007, que descreve a Páscoa na sua terra e que, em alguns pormenores, se assimila à que vivemos em Passos (S. Julião):
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"Domingo é dia de Páscoa. Dia de ressureição para a Vida, para o Amor.
Dia de desatar o nó das lembranças (o Compasso, o folar, a reunião da família...) daquela infância, descuidada e longínqua, numa qualquer aldeia deste maravilhoso Minho.
...
E a ansiada espera do Compasso que o estralejar dos foguetes e o tilintar da campainha anuncia.
...
E o tapete multicor, do portal à entrada da casa, é o convite à entrada, o carreirinho de boas-vindas, a alegria da Ressureição. E mais uma girândola num estampido longo e repetido na paisagem. E as canas dos foguetes, descendo aos ziguezagues do azul dos céus, como engodo maior do rapazio. Como troféu sonhado e cobiçado!
- Já aí vêm! Já aí vêm! - grita um mensageiro na dobra da vereda.
E todos recolhem à sala para receber o Compasso e beijar a Cruz. À frente, o rapaz da campainha (dlim-dlão, dlim-dlão), seguido do restante cortejo, onda avultam o homem da Cruz, o prior, o mordomo ...
...
De novo, o rapaz da campainha à frente (dlim-dlão, dlim-dlão) e o Compasso organizado a caminho de outra residência, de outra família. E já à boca da noite o recolher da Cruz, num cortejo lindo e empolgado, a caminho da igreja e ao ritmo de aleluias, aleluias mil e do ribombar do foguetório."